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Anabela Mota Ribeiro

Michael Biberstein

20.05.18

Os desenhos são desenhos; as coisas grandes são coisas francamente grandes, preenchem a totalidade do olhar (e do mundo que cabe nele); as médias, são médias. Em todas elas, se respiram paisagens, «Eu sou um pintor de paisagens».

Michael Biberstein chegou a Portugal em 1979 para fazer duas exposições. Meses antes, conhecera na Suíça o artista plástico Julião Sarmento, de quem se torna amigo. Em Portugal, fica na casa deste e aí conhece a escritora Ana Nobre de Gusmão, amiga íntima da mulher de Julião. «E o resto é amor, não é?», remata ele, quando conta a história da sua vinda.

Vivem no Alentejo, desde que o estúdio do Penedo, onde começaram por viver, deixou de suportar as dimensões das telas do pintor. O espaço no Alandroal é imenso. Ouve-se jazz.  As paredes estão revestidas pelas paisagens que habitam a cabeça de Michael Biberstein.  

  

Por amor?

Sim, foi e é por amor que fiquei e fico. Tinha vivido na Grécia, nos Estados Unidos, em vários sítios. Não gostei muito de viver na Suíça. Há muitas limitações.

 

Limitações de que tipo?

É um país de regras e ética tão restritivas que não deixa muito espaço para gente que pensa de maneira diferente. Pode ser sufocante.

 

A criatividade precisa de uma liberdade ilimitada.

A maioria dos artistas suíços, pelo menos durante uns anos, acabam por não viver na Suíça. Têm de viver num outro país para ver um mundo diferente. Portugal é um óptimo país para se viver.

 

A sua ascendência é suíça e americana.

Mãe americana, pai suíço. Vivi na Suíça até aos 13, 14 anos. Depois os meus pais divorciaram-se e a minha mãe voltou aos Estados Unidos. Acabei o liceu em Connecticut, a norte de Nova Iorque, e fiz a universidade em Filadélfia.

 

Qual é a sua primeira língua?

Inglês. Na Suíça, em casa, falávamos sempre em inglês; depois aprendi o alemão-suíço.

 

A língua materna é sempre a forma primeira de tradução da realidade. Ainda que a sua forma preferencial de expressão seja a pintura. 

Temos na família, da parte do meu pai, uma tradição de artistas; alguns tinham uma carreira sólida. Cresci com obras de arte em casa. O meu pai era um homem de negócios. A minha mãe era professora, começou a trabalhar depois do divórcio; com quarenta e poucos anos voltou aos Estados Unidos, acabou a universidade, e ensinou durante 15 anos.

 

O convívio com a arte, através da família ou da presença física de obras de arte, representa uma forte influência. O que se lembra dessa fase? Da contemplação, da observação?

Vivendo com quadros, crescendo com quadros, desenvolvemos uma relação específica com cada quadro. De vez em quando, há ainda sombras disso na minha pintura... São coisas muito profundas, imagens da infância.

 

Que é que me pode contar desses quadros?

São paisagens. Sobretudo quadros do meu tio-avô, que era um pintor de paisagens, como aliás eu também sou. Fiz uma coisa interessante. Há cinco anos visitei Milwaukee, nos Estados Unidos, para onde o meu tio-avô tinha emigrado com trinta anos. Descobri vários quadros dele, em restaurantes, em casas. O que é interessante é que vi coisas que eram mais próximas do meu trabalho, do trabalho que faço nos últimos 15 anos, do que dos quadros que tínhamos em casa na Suíça!, (feitos antes da partida para os Estados Unidos). Já pensei que fiz o mesmo percurso e continuei a evolução que ele (talvez) tivesse feito, porque de certa maneira fui programado para fazê-la através da presença desses quadros. Talvez esta ideia pareça forçada, mas gosto de especular quanto à origem dos nossos critérios pessoais...

 

Esses quadros descobertos nos Estados Unidos resultam de uma viagem. Como no seu caso. As paisagens acontecem na sua pintura depois de sair do seu sítio de origem. A sua primeira fase, ainda nos anos 70, era uma fase desconstrutivista. Só depois de se instalar em Portugal se centrou nas paisagens.

As paisagens sempre foram o foco da composição do meu trabalho, também na fase analítica; mas a imagem paisagística em si voltou em força na segunda metade da década 80.

 

Foi o amor que o fez ficar. Mas que tipo de coisa pensou que era possível fazer em Portugal e que não seria possível noutro sítio? Ou isso não pesou?

Não pesou na decisão de me radicar cá. Felizmente, cresci com a liberdade enorme de não me sentir particularmente ligado a nenhum sítio ou país.

 

Portugal era, como continua a ser, um país periférico no mundo das artes.

Isso não me interessava. Estou a viver aqui por causa da Nucha [Ana Nobre de Gusmão], gosto muito do país, de viver cá. A minha profissão permite-me executá-la onde quero. As outras coisas são secundárias. De qualquer maneira, não me falta nada...

 

O que é que o faz gostar do país?

Há uma qualidade de vida que não vejo na Suíça, ou na Europa Central, ou nos Estados Unidos. Há uma solidariedade entre as pessoas, um laisser faire, que eu penso que traduz qualidade de vida. Qualidade de vida mental.

 

Quando fala do laisser faire, eu, que sou portuguesa, penso no laxismo e no desenrascanço português.

Não. Trata-se de um respeito pelos outros. Não impor regras na vida dos outros.

 

Não lhe incomoda o facto de as coisas não funcionarem no país?

Bem, estamos a sobreviver, não é? Estive agora a reconstruir um moinho aqui no Alentejo. No início ia ser um ano, talvez um ano e meio; demorou uns quatro anos... 90% do atraso deve-se à falta de seriedade dos trabalhadores no que toca ao cumprimento de prazos. Foi um pesadelo! Mesmo assim, prefiro viver cá. Na Suíça a obra iria acabar na data prevista, claro, mas isso não é qualidade. Ou é uma qualidade que não me interessa tanto como a qualidade da liberdade.

 

A qualidade de vida que lhe interessa, que é a da liberdade, tem que ver com uma dilatação do tempo? O tempo escorre e não é estruturado ao segundo.

Com certeza. E isso permite pintura. A pintura é atemporal. Um quadro é uma imagem suspensa no tempo. Está lá tudo, está sempre tudo no quadro, mas viajar no quadro exige tempo, exige demora.

 

O filósofo grego Heraclito dizia que não podemos entrar duas vezes no mesmo rio; o movimento é contínuo, donde, será sempre um outro rio. Um quadro é uma cristalização de tempo, seja de uma paisagem, seja de uma situação.

Sim. Mas podemos inverter a proposição: não somos a mesma pessoa a entrar no mesmo quadro, nunca é a mesma pessoa que está a ver o mesmo quadro.

 

Uma paisagem pintada por si há 15 anos não resultaria da mesma maneira pintada hoje.

Com certeza.

 

Começou por fixar-se no Penedo, na Serra de Sintra. De que modo a paisagem idílica de Sintra marcou a sua pintura e o que produziu naquele período?

Este interesse pelas imagens românticas... O Romantismo é a maneira de pensar dominante dos últimos duzentos anos. Interessa-me sobretudo investigar o processo do que acontece quando olhamos para pinturas. Porque é que é diferente olhar para uma paisagem verdadeira?, qual é a diferença?, porque é que temos tanto esforço, tanto trabalho, para ter esta ideia de arte? Esta ideia de arte que não serve para nada!

 

Não?

Aparentemente. Mas não é assim, claro. Serve para coisas importantes. Tem sobretudo que ver com a auto-limpeza que cada um faz da memória recente e da memória a médio prazo. Limpar, limpar a cabeça. Arte, música, literatura, têm que ver com isso.

 

Estava a pensar numa paisagem verdadeira e numa paisagem que está num quadro. O quadro, a arte, é uma forma de o humano se transcender em relação ao real.

É, é. Essa transcendência liberta-nos de pensar, de ter associações livres.

 

Liberta-nos, em última instância, de pensar no que é fundamental e terrível: o sentido do ser, da morte. A arte não serve para nada, a não ser para nos libertar da angústia que isto nos provoca.

É exactamente isso.

 

Voltando ao Penedo. A escolha do sítio foi importante porque queria pintar paisagens impregnadas de romantismo? Ou foi aquele sítio que o fez pintar dessa maneira?

Não. O interesse é anterior. Tinha um interesse por este tipo de paisagem, e gostei, como ainda gosto, de Sintra. Não há outra paisagem assim na Europa, é rara e incrivelmente bonita. Eu estava à procura de um sítio para viver, e na altura era barato encontrar lá casa.

 

Fale-me do encontro com o Romantismo.

Foi através dos quadros que via nos museus, para além da literatura e da história, claro.

 

Os quadros dos Impressionistas, Renoir, Monet?

Também. Os últimos quadros do Monet são muito, muito importantes. Mas comecei pelo Turner e pelo Goya, que, para mim, são o início da pintura moderna e, logo no início, a essência da pintura romântica. O Romantismo, finalmente, é uma maneira de ver a morte através da beleza. No Romantismo, beauty, tem sempre essa ligação... Vou dizer em inglês: «When we recognize beauty, if we really recognize it, then we also recognize simultaneously our own death» [Quando reconhecemos a Beleza, se realmente a reconhecemos, reconhecemos simultaneamente, também, a nossa própria Morte]. Há uma relação muito estreita entre estas duas coisas.

 

Falou agora em inglês porque era uma coisa tão preciosa que não poderia tê-la dito em português?

Não tenho a mesma segurança na utilização das palavras portuguesas. Por isso, frases assim, é melhor dizer em inglês.

 

Na sua asserção, o Belo e a Morte olham-se intimamente. No Werther, de Goethe, o Belo, o Amor e a Morte tocam-se, e a presença da paisagem é significativa na vivência destes sentimentos. Vivendo com uma escritora, sente-me muito sugestionado por paisagens literárias?

Não há uma correlação directa entre a literatura e a pintura – a diferença entre to depict e to describe, em inglês. São registos diferentes. Nunca pinto paisagens que existem, são sempre invenções.

 

Mas são sempre derivações do que já viu.

Claro que entra e é utilizado tudo o que vejo, no mínimo subliminarmente. Mas o que me interessa são os elementos da pintura da paisagem, o modo como os vários elementos se conjugam. Estabelecer uma paisagem da pintura através da pintura da paisagem, portanto.

 

Consegue dissecar esses elementos românticos?

O Romantismo é um elemento em si próprio, dentro deste discurso. Como é atitude, entra na obra ao nível da esperança ideológica, não ao nível sintagmático. Mas trato o Romantismo como mais um elemento da pintura, sim.

 

Em última instância, isso é harmonia, numa conjugação de todas essas coisas.

Harmonia com o pensamento que temos, sim, harmonia entre mensagem e execução, sim. Não é necessariamente uma harmonia estética – nem tem de ser!

 

Depois da fase romântica, se podemos dividi-las e apelidá-las desse modo, aproximou-se da estética oriental. O que aqui está subjacente, de qualquer modo, é sempre a natureza.

É. Mas o que me interessa mais na pintura oriental é o sossego. A pintura oriental afasta o pintor, mas também o espectador, de si próprio de uma maneira completamente diferente da pintura europeia.

 

Como assim?

A pintura europeia é mais presente, mais narrativa, é um diálogo hermeticamente fechado, (da pintura consigo própria).

 

Na pintura oriental há uma deslocagem? Uma distância que provoca esse sossego?

É isso, pois. É um entendimento filosófico da pintura.

 

O lado filosófico fê-lo envolver-se com a corrente estética?

O meu interesse pela pintura oriental começou muito cedo, quando estava nos Estados Unidos, na universidade; aí, há colecções incríveis de pintura chinesa e japonesa.

 

Estudou filosofia Zen?

Bem, li alguns livros. Durante um tempo interessei-me muito pelo budismo, mas afinal, sou mesmo agnóstico militante! Ninguém vai me dizer que sabe do que é que tudo isto se trata!

 

Interessa-lhe o lado filosófico, mas não o religioso. A relação com a terra e a paisagem é a tradução da relação que temos com o sítio a que pertencemos. Que nos molda, nos influencia. Onde é que situa a sua pátria?

Na minha cabeça. Felizmente não tenho esse problema – o de sentir-me pertencer exclusivamente a um sítio. Sinto-me muito bem aqui, muito bem na Suíça, muito bem nos Estados Unidos. Tenho a certeza que amanhã posso emigrar para o Sri Lanka, Austrália, e posso viver lá.

 

O facto de ser um pintor de paisagens e de ser indiferente às paisagens é a confirmação de que a sua pátria está na sua cabeça?

Pois. Mas não sou de maneira nenhuma indiferente as paisagens! Só não tenho uma específica, que é minha porque cresci nela, e que na maioria dos casos é considerada a melhor do mundo!

 

A sua fase é agora mais abstracta; as paisagens estão muito mais diluídas.

Cada vez mais diluídas, sim. E com mais cor.

 

Numa relação mais distante percebemos sombras e movimentos, mas numa observação mais aproximada, tudo está diluído. Como chegou a este caminho?

Estou a criar mais espaço. Os quadros mais recentes têm mais espaço. Custa um bocadinho mais entrar neles, mas uma vez lá, têm muito mais espaço.

 

Respiram mais?

Exactamente. Isso interessa-me. Se posso fazer qualquer coisa, se posso fazer quadros que talvez dêem um minuto ou dois minutos de descanso, de respiração profunda... Já fico contente.

 

Há pouco dizia que a arte não serve para grande coisa, mas a verdade é que não poderíamos viver sem ela.

Esperemos que tenha razão! Quando começamos a olhar para a arte, aparentemente não há recuo. É uma one way road, um sentido único. Mas há muitas pessoas que só vêem o bloco de mármore, que não vêem a Pietà.

 

O que é que esse embrutecimento face a uma obra de arte lhe provoca? Revolta-o?

Ah, não, nada. Eu sou vegetariano, e há pessoas que comem carne. Não estou interessado em mudar isso nas outras pessoas.

 

A sua carreira é sobretudo sólida na Europa. Se vivesse num outro país, provavelmente teria uma outra projecção. É relevante para si?

Não, porque estou a viver bem. O que quero é viver bem para fazer o meu trabalho. E estou a fazê-lo. O resto é marketing.

 

Há esta dispersão geográfica, Suíça, Estados Unidos, Portugal. Qualquer artista pensaria concentrar-se no mercado americano, como se este, verdadeiramente, fosse o sintomático de uma carreira mundial.

Mas isso é totalmente ilusório. Se temos amigos no mundo da arte na América ou Suécia, tudo bem. Se temos exposições na América e na Suécia, tudo bem. Mas não muda o trabalho. Não, espere, não é verdade: porque se for mal feito, muda o trabalho. Há muitos artistas que estão sempre em viagem, sempre a estabelecer contactos, a fazer o próprio marketing. Isso é uma perda de energia incrível e nota-se no trabalho, que se torna superficial.

 

Em que pensa quando pinta?

Tudo, tudo. Pintar é também uma forma de meditação, de ioga, se assim se pode dizer. O corpo está a fazer coisas, está activo, e a cabeça está livre para pensar. Também funciona assim para o espectador, se ele/ela permitir!

 

 

Publicado originalmente na Revista Elle

Michael Biberstein morreu em 2013 

 

 

 

 

 

 

Festival Somos Douro | 1 a 17 Junho | 19 municípios

20.05.18

Somos Douro é um festival de carácter multi-disciplinar, especialmente dirigido aos jovens da região duriense, que acontecerá entre 1 e 17 de Junho, nos 19 municípios que fazem parte da CIM Douro. É uma iniciativa promovida pela CCDR-N, pelos 16 anos da atribuição do selo da UNESCO ao Alto Douro Vinhateiro, com a Liga dos Amigos do Douro e a CIM Douro, que tem Anabela Mota Ribeiro como comissária.

Os verbos que servem de motor a todo o programa são:

Ser / Pertencer

Aprender / Fazer

Descobrir / Partilhar

Pretende-se, tanto quanto possível, envolver a comunidade local nas oficinas, passeios, espectáculos e conversas que compõem o programa e promover a relação (e estima) com o seu património. Todas as iniciativas são gratuitas. Teremos um autocarro a circular entre os 19 municípios e todos, todos eles têm pelo menos um evento (nenhum concelho ficará de fora desta celebração). 

O balanço das iniciativas far-se-á a 14 de Dezembro, um ano depois do anúncio deste projecto, e pelos 17 anos da distinção da UNESCO.

Inscrições e mais informações em http://www.ccdrn.pt/somosdouro/ 

 

SEXTA-FEIRA - 1 JUNHO

21.30h

Iniciativa: Concerto 

Convidado: Camané

Com a participação especial da Orquestra de Câmara do Conservatório Regional de Música de Vila Real

Local: Lamego (Teatro Ribeiro Conceição)

O clássico de Camané Sei de um Rio abre o festival Somos Douro e propõe uma viagem que se vai estender pelos 19 municípios do CIM Douro, entre 1 e 17 de Junho. O espectáculo condensa uma ideia capital no desenho do programa: envolver tanto quanto possível a comunidade local nas suas acções. Assim, convidámos a Orquestra de Câmara do Conservatório de Vila Real a interpretar este tema e outro com Camané.

  

SÁBADO - 2 JUNHO

10h - 18h

Iniciativa: Fórum  

Convidado: Vários

Local: Peso da Régua (Museu do Douro e Teatrinho da Régua)

O Fórum é especialmente dirigido a jovens e vai ouvir, em diferentes mesas de trabalho, pessoas de todos os municípios, escutar as suas preocupações, anotar as potencialidades, promover o diálogo também com aqueles que, sendo dali, estão na diáspora. Serão de vários escalões etários e áreas de intervenção, desde estudantes do secundário a empreendedores.Os dinamizadores das mesas de trabalho serão: Bárbara Reis, jornalista e ex-directora do Público, Capicua, rapper e doutorada em Sociologia, Pedro Santos Guerreiro, jornalista e director do Expresso, e Rita Ferro Rodrigues, apresentadora de televisão e fundadora da associação feminista Capazes. O Fórum, de uma maneira directa, responde a um repto lançado em 2015 por Miguel Cadilhe, um dos promotores da candidatura do Douro a Património Mundial, para que se fizesse um programa dirigido aos jovens desta região.

 

DOMINGO - 3 JUNHO

11h

Iniciativa: À Conversa Com

Convidado: Pedro Mexia

Local: Mesão Frio (Biblioteca Municipal)

Pedro Mexia é assessor para a cultura do Presidente da República, poeta e crítico literário. Grande conhecedor do universo de Agustina Bessa-Luís, vai dirigir o olhar para a força do território duriense nas obras da autora. Em 2018 passam 70 anos sobre a edição do primeiro livro de Agustina, Mundo Fechado.

 

15h

Iniciativa: À Conversa Com

Convidada: Leonor Baldaque 

Local: Armamar

Leonor Baldaque tem múltiplas ligações no Douro. É neta de Agustina, foi actriz nos filmes de Manoel de Oliveira. É escritora e publicou o seu primeiro romance na prestigiada editora francesa Gallimard. Vai fazer uma conversa a partir do filme e do livro Vale Abraão, não longe do local onde passou férias e aprendeu o que é ser do Douro. Vão ser exibidos excertos do filme.

 

18h

Iniciativa: À Conversa Com

Convidado: Bernardo Pinto de Almeida

Local: Peso da Régua (Museu do Douro)

Bernardo Pinto de Almeida nasceu no Peso da Régua. É professor catedrático da Faculdade de Belas Artes do Porto. É também poeta e ensaísta. Propõe-se dar a ver a Paisagem como tema dominante na História da Pintura. 

 

SEGUNDA-FEIRA - 4 JUNHO

18.30 - 20.30

Iniciativa: Oficina de Escrita (+ residência de uma semana) 

Convidada: Ana Margarida de Carvalho

Local: Santa Marta de Penaguião

Ana Margarida de Carvalho publicou apenas dois romances e com os dois venceu o mais prestigiado prémio literário português, o Grande Prémio de Romance APE. Respondeu com entusiasmo a dois desafios: viver uma semana em Santa Marta de Penaguião e fazer uma oficina de escrita na localidade, dirigida àqueles que gostam de escrever.

 

TERÇA-FEIRA - 5 JUNHO

10h - 13h

Iniciativa: Oficina de Escrita (+ residência de uma semana) 

Convidada: Tatiana Salem Levy

Local: Carrazeda de Ansiães

Tatiana Salem Levy é brasileira. Foi considerada pelo jornal inglês The Independent uma das mais importantes escritoras brasileiras de sempre. Além de fazer uma residência artística de uma semana, vai coordenar uma oficina de escrita, jogando com as potencialidades da língua portuguesa, falada do lado de cá e do lado de lá do Atlântico.

 

QUARTA-FEIRA - 6 JUNHO

15h30

Iniciativa: Roteiro

Convidados: Alberto Correia e Aquilino Machado

Local: Sernancelhe (Ponto de Encontro: Loja Interactiva de Turismo de Sernancelhe; chegada: Pátio Aquilino Ribeiro, Carregal)

Alberto Correia é historiador, antropólogo e um estudioso empenhado da obra de Aquilino Ribeiro. É também da confraria da castanha. O que lhe pedimos? Que celebrasse a geografia física, literária e gastronómica do escritor, que falasse a partir dos seus lugares: o Carregal onde nasceu, as ruínas do mosteiro de Tabosa e a magnífica Lapa. O neto do autor, Aquilino Machado, acompanhará o passeio e entrará em diálogo com Alberto Correia.   

 

18.30h

Iniciativa: À Conversa Com

Convidada: Serafina Martins

Local: Carregal - Sernancelhe (Pátio Aquilino Ribeiro)

A Prof. da Faculdade de Letras de Lisboa Serafina Martins estudou “Saber Viver para saber morrer. A imagem ficcional do amor em Aquilino Ribeiro” no seu doutoramento. Nas Terras do Demo fará uma leitura da sua obra, indo ao encontro dos seus temas centrais. A conversa acontecerá no Pátio Aquilino Ribeiro, à chegada do roteiro. Haverá depois um beberete aquiliniano.  

 

QUINTA-FEIRA - 7 JUNHO

15h

Iniciativa: À Conversa Com 

Convidada: Maria Manuel Mota

Local: Vila Real (Agência de Ecologia Urbana)

Nasceu em 1971 no norte, é cientista, directora do iMM, prémio Pessoa em 2013, apontada como uma das maiores especialistas do mundo em malária. Maria Mota tem paixão pela ciência e gosta de contagiar outros para a sua paixão. 

 

21.30h

Iniciativa: Concerto Abrazo-Abraço

Convidada: María Salgado

Local: Vila Real (Conservatório Regional de Música de Vila Real)

 A voz de María Salgado é apontada como uma peça-chave para entender a música castelhana. No centro do seu repertório está a herança cultural e musical de Castela e Leão. Em Vila Real, María far-se-á acompanhar de músicos espanhóis e de um músico português: Cesar Diaz, Amadeu Magalhães e María Alba. Esta iniciativa é feita em parceria com o Instituto Cervantes.

 

SEXTA-FEIRA - 8 JUNHO

18h

Iniciativa: À Conversa Com 

Convidado: António Feijó

Local: Vila Real (Palácio de Mateus) 

Professor de Literatura, António Feijó, com raízes nortenhas, é também vice-reitor da Universidade de Lisboa. Uma das suas áreas de investigação tem que ver com o Modernismo português. Evocando os 130 anos do nascimento de Fernando Pessoa (13 Junho), Feijó faz uma introdução à obra do poeta, figura maior da cultura portuguesa.

 

SÁBADO - 9 JUNHO

10h – 18h

Iniciativa: Roteiro - Prémios Arquitectura do Douro

Convidado: Acção levada a cabo com a Ordem dos Arquitectos – Secção Regional Norte.

Local: Região do Alto Douro Vinhateiro

Este roteiro tem cinco paragens, cinco edifícios assinados por nomes importantes da arquitectura portuguesa, e premiados. São eles: o Museu da Vila Velha (Belém Lima), a Adega Quinta do Portal (Siza Vieira), o Centro Cultural Miguel Torga (Souto Moura), o Museu do Côa (Camilo Rebelo e Tiago Pimentel) e Centro de Alto Rendimento do Pocinho (Álvaro Andrade). O programa será efectuado em três partes. No dia 9, a visita é ao museu da Vila Velha. No dia 11, estaremos em Sabrosa, na adega de Siza e no espaço Miguel Torga, onde o autor, Souto Moura, nos guia. Os últimos dois edificíos são visitados dias 15 e 16. As arquitectas Ana Vaz Milheiro, Álvaro Fonseca, Cláudia Costa Santos, Graça Correia e a engenheira Ângela Nunes conduzem visitas guiadas, propõem uma leitura destes edifícios. 

 

16h

Iniciativa: À Conversa Com 

Convidado: Richard Zimler 

Local: Torre de Moncorvo (Igreja da Misericórdia)

O escritor Richard Zimler nasceu nos Estados Unidos, é judeu, licenciou-se em Religiões Comparadas. Mudou-se para o Porto em 1990. O tema das religiões é central no seu universo literário (basta pensar n’ O Último Cabalista de Lisboa, que vendeu milhares de exemplares no mundo todo). Na localidade onde existiu uma importante judiaria, Zimler falará da cultura e religião judaica.

 

Dia todo

Iniciativa: Oficina Fotografia - parte I

Convidado: António Sá 

Local: Freixo de Espada à Cinta

Radicado no nordeste transmontano há anos, António Sá é um fotógrafo que tem publicado com regularidade na revista National Geographic. A paisagem está muitas vezes no centro da sua objectiva. Numa oficina de dois dias, vai ensinar coisas básicas, como olhar, elaborar uma narrativa visual, além das questões técnicas que dizem respeito à fotografia.

 

DOMINGO - 10 JUNHO

15h

Iniciativa: À Conversa Com

Convidada: Manuela Correia

Local: Sabrosa (Casa Aires Torres - Parada do Pinhão)

Um dos livros mais lidos em todo o mundo foi escrito por Saint-Exupéry há 75 anos. O Principezinho é uma obra de arte com várias camadas de leitura, dirigido a adultos e crianças. A psiquiatra Manuela Correia, viúva do editor Manuel Hermínio Monteiro, de Parada do Pinhão, conhece bem a região duriense por causa desta convivência familiar. Vai fazer uma conversa sobre os mitos do livro, discutir as razões porque ele continua a fascinar geração atrás de geração.

 

Dia todo

Iniciativa: Oficina Fotografia - parte II

Convidado: António Sá 

Local: Freixo de Espada à Cinta

 

10h - 13h e 15h - 18h

Iniciativa: Roteiro

Convidado: Joel Cleto

Local:  Tarouca e Penedono

Toda a gente conhece o extraordinário comunicador que é Joel Cleto e os seus programas do Porto Canal, que promovem um conhecimento e relação directa com o património. Durante um dia inteiro, este historiador e divulgador vai revelar tesouros e contar histórias de Tarouca (10h - 13h) e Penedono (15h - 18h).

  

SEGUNDA-FEIRA - 11 JUNHO

11h

Iniciativa: Roteiro - Prémios Arquitectura do Douro

Convidado: Álvaro Fonseca e Cláudia Costa Santos

Local: Adega Quinta do Portal - Sabrosa

Acção levada a cabo com a Ordem dos Arquitectos – Secção Regional Norte

 

16h

Iniciativa: Roteiro - Prémios Arquitectura do Douro

Convidado: Eduardo Souto Moura e Graça Correia

Local: Sabrosa (Espaço Miguel Torga - S. Martinho de Anta)

Acção levada a cabo com a Ordem dos Arquitectos – Secção Regional Norte

 

18h

Iniciativa: À Conversa Com

Convidado: Carlos Mendes de Sousa

Local: Sabrosa (Espaço Miguel Torga - S. Martinho de Anta)

Carlos Mendes de Sousa é professor da Universidade do Minho, especialista em literatura brasileira e em autores portugueses como Miguel Torga. Numa conversa acessível a todos, fará uma incursão na obra e no imaginário do autor dos Novos Contos da Montanha. Na terra e na "casa" do escritor, como não podia deixar de ser.

 

21h30

Iniciativa: À Conversa Com

Convidado: Carlos Pazos

Local: Sabrosa (Espaço Miguel Torga - S. Martinho de Anta)

Através de uma parceria com o Instituto Cervantes em Lisboa, pretende-se abordar o tema das relações entre Portugal e Espanha, o rio que nos une, e revelar identidades e talentos de um lado e outro da fronteira. O escritor espanhol Carlos Pazos vai falar de Galegos em Portugal: Lisboa, Douro. Vai abordar a presença histórica de galegos em Lisboa (entre eles, Alfredo Guisado, que se deu com Pessoa e o movimento de Orpheu). Estará à conversa no espaço Miguel Torga, autor marcado pela influência de Cervantes.

 

TERÇA-FEIRA - 12 JUNHO

11h

Iniciativa: À Conversa Com

Convidada: Ana Luísa Amaral

Local: São João da Pesqueira

Ana Luísa Amaral é professora da Faculdade de Letras do Porto. É também poeta e uma grande estudiosa da obra de Sophia de Mello Breyner Andresen. A produção de Sophia para a infância é o ponto de partida para esta conversa. Os clássicos A Menina do Mar e A Fada Oriana foram publicados em 1958, há 60 anos.

 

15h

Iniciativa: Roteiro 

Convidado: Aquilino Machado

Local: Moimenta da Beira (Casa Museu de Aquilino - Soutosa)  

O neto de Aquilino Ribeiro conduz uma visita guiada à Casa Museu de Aquilino, faz um mapa de uma geografia emocional e literária. Os objectos, os percursos, as rotinas, a biblioteca, a memória de encontros com as grandes figuras da primeira metade do século XX, a presença disso nos livros alimentam esta visita e um discurso que tem um eco emocional no próprio Aquilino Machado: a localidade era um local de férias e família dele, além de ser a terra do seu famoso avô. Geógrafo de formação, é um dos grandes cuidadores da obra do autor de “O Malhadinhas”.

 

21.30h

Iniciativa: À Conversa Com 

Convidada: Irene Flunser Pimentel

Local: Moimenta da Beira (Auditório Municipal Bento da Guia)

“Quando os lobos uivam” foi editado há 60 anos. Obra maior de Aquilino Ribeiro, foi objecto de um famoso processo no Estado Novo que resultou na apreensão de todos exemplares do livro. O que há nele? O Portugal da ditadura, um escritor que reflectiu sobre um país fechado e se empenhou na causa pública. Para falar sobre o tempo histórico de Aquilino, para fazer um retrato do que era então Portugal e a Europa, condição-chave para compreender o seu universo literário, convidámos a historiadora Irene Flunser Pimentel, galardoada com o Prémio Pessoa em 2007, destacada investigadora do Estado Novo e dos seus processos censórios.

 

QUARTA-FEIRA - 13 JUNHO

17h

Iniciativa: Roteiro 

Convidado: António Carvalho

Local: Murça

O director do Museu Nacional de Arqueologia vai fazer uma visita ao Crasto de Palheiros e à Porca de Murça, promovendo uma leitura do território. E que dizem de quem somos e da história daquele lugar os vestígios ali existentes? António Carvalho propõe-se discorrer "sobre o topónimo local “Crasto” vs o conceito de Castro (povoado amuralhado implantado no alto de local dominante, e que no Crasto não é sequer a fase de povoamento mais significativa)". 

A acção conta com a presença de Maria de Jesus Sanches, prof. da Faculdade de Letras do Porto, arqueóloga que coordenou os trabalhos e pesquisas em Palheiros. 

 

21.30h

Iniciativa: À Conversa Com 

Convidado: Fernando Rosas

Local: Murça

No ano em que se assinalam os 100 anos do fim da Primeira Guerra, convidámos o historiador Fernando Rosas, professor catedrático da Universidade Nova, a falar da Europa e dos desenhos que ela conheceu ao longo do século XX. O soldado Milhões, herói da Primeira Guerra, natural de Murça, não poderá deixar de mencionado.

 

QUINTA-FEIRA - 14 JUNHO

Dia todo

Iniciativa: Oficina Desenho 

Convidado: António Jorge Gonçalves 

Local: São João da Pesqueira

Ensinar a desenhar no papel, ensinar a desenhar no computador, ensinar a desenhar com frutas! Podemos criar imagens em todos os suportes, diz o ilustrador António Jorge Gonçalves, colaborador habitual do suplemento Inimigo Público, autor da banda-desenhada As Aventuras de Filipe Seems e de livros como Desenhos Efémeros.

 

11h

Iniciativa: À Conversa Com

Convidada: Sofia Marques da Silva - INCoDE 2030: Comunidades Criativas para a inclusão digital 

Local: Tabuaço

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e o Ministério da Presidência e da Modernização Administrativa desenvolvem uma acção no sentido de promover a competência digital em Portugal. Trata-se do programa INCoDe.2030, organizado em 5 Eixos. No âmbito do Eixo Inclusão, coordenado por Sofia Marques da Silva, está em desenvolvimento o projeto Comunidades Criativas para a Inclusão Digital. O que pode resultar daqui? Uma coisa tão simples e significativa na vida de todos os dias como ensinar a população idosa a ligar o skype (e assim falar com familiares emigrados) ou abrir conta de email, ou como capacitar jovens ou minorias para a literacia digital. No Somos Douro, vamos ter dois programas piloto, um deles a decorrer em Tabuaço.

 

14,30h

Iniciativa: À Conversa Com

Convidado: José Luís Peixoto

Local: Torre de Moncorvo (Biblioteca Municipal)

José Luís Peixoto é um dos escritores mais conhecidos da sua geração. Foi vencedor do prémio José Saramago e é um grande leitor da sua obra. No ano em que se celebram os 20 anos da atribuição do Nobel a Saramago, e indo ao encontro dos caminhos do escritor no livro Viagem a Portugal, em que há uma menção explícita a Torre de Moncorvo, Peixoto fala do universo do criador de Blimunda e outras personagens inesquecíveis.

 

SEXTA-FEIRA - 15 JUNHO

15h

Iniciativa: Roteiro - Prémios Arquitectura do Douro

Local: Região do Alto Douro Vinhateiro

Acção levada a cabo com a Ordem dos Arquitectos – Secção Regional Norte. A visitar, o Centro de Alto Rendimento do Pocinho (Álvaro Fernandes Andrade). A visita será conduzida pelo autor.

 

SÁBADO - 16 JUNHO

11h - 13h

Iniciativa: Roteiro - Prémios Arquitectura do Douro

Local: Região do Alto Douro Vinhateiro

Acção levada a cabo com a Ordem dos Arquitectos – Secção Regional Norte. A visitar, o Museu do Côa (Camilo Rebelo e Tiago Pimentel), visita conduzida pela Eng. Ângela Nunes.

 

14.30h

Iniciativa: Concurso

Convidada: Rita Ferro Rodrigues

Local: Vila Nova de Foz Côa (Museu)

Fazemos uma declinação de um programa do Turismo de Portugal, "ponha Portugal no mapa.pt", que aqui se vai chamar "ponha o Douro no mapa.pt", com a coordenação de Rita Ferro Rodrigues. Consiste num concurso para jovens youtubers. O anúncio do concurso e das regras que é preciso observar é feito durante o Somos Douro e o anúncio do vencedor acontece no festival de cinema de Foz Côa, em Setembro.  

 

15h - 18h

Iniciativa: Roteiro

Convidado: João Pinto Coelho

Local: Vila Nova de Foz Côa (Parque Arqueológico do Vale do Côa)

João Pinto Coelho licenciou-se em Arquitectura, vive em Murça, é professor do ensino secundário. É também escritor e o mais recente vencedor do importante prémio Leya. Vai conduzir uma visita ao parque arqueológico do Vale do Côa, contando com as suas capacidades romanescas e a sensibilidade visual que lhe confere a sua formação de base.

 

22h

Iniciativa: Espectáculo – desenho efémero, piano e voz

Convidados: António Jorge Gonçalves, Filipe Raposo e Ana Brandão 

Local: Vila Nova de Foz Côa (Museu)

António Jorge Gonçalves criou uma técnica que lhe permite desenhar no computador e projectar em tempo real numa parede, numa escala descomunal, o traço que vai saindo da sua mão e da sua imaginação. É um exercício que parte não de uma folha em branco, mas das gravuras rupestres existentes no Côa e que acontecerá ao ar livre, numa das paredes do museu; é acompanhado ao piano por Filipe Raposo e conta com a voz da cantora e actriz Ana Brandão, a ler textos e a cantar.

 

DOMINGO - 17 JUNHO 

Dia todo

Iniciativa: Parada - Desfile - Animação de rua 

Convidadas: Bandas Filarmónicas 

Local: Alijó - Pinhão 

Gostaríamos que o final fosse um momento de festa, popular, envolvendo todos, com bandas de todos os municípios a desfilar e a interpretar algumas peças do seu repertório junto ao rio, na rua. Teremos um piquenique onde todos são bem vindos para dizer Somos Douro!

 

Além desta programação, temos estas acções a correr em paralelo:

- O Prof. Patrício Costa da Universidade do Minho coordena uma sondagem sobre o que é ser jovem na região. 

- Em Setembro, no arranque do ano escolar, o Chef Rui Paula, referência na cozinha portuguesa, distinguido com uma estrela Michelin, fará uma conversa com os alunos da Escola de Hotelaria e Turismo do Douro, no espaço da escola, sobre os meandros da profissão, sonhos e exigências; fará também um exercício prático respondendo a um pedido nosso: que a receita integrasse um ingrediente dominante da região. A solução encontrada é: vieiras e uvas.