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Capri

10 coisas que não pode deixar de fazer em Capri

- Almoçar no restaurante preferido de Graham Greene na ilha, La Rondinella. Vista sublime. 25 euros por cada refeição.

- Comer gelados caseiros. Violar todas as regras e começar às 10 da manhã!

- Dar um passeio de barco à volta da ilha. Passar entre os famosos rochedos de Capri e não acreditar, até à última, que o barco possa caber naquele buraco de agulha…

- Descobrir o recanto de Pablo Neruda, algures, num caminho íngreme e estreito.

- Comprar sabonetes de limão, beber granizado de limão, comer babà al limone. Quando estiver prestes a transformar-se num limão, pare.

- Enviar postais de um dos sítios mais bonitos do mundo. Um gesto em desuso.

- Esquecer-se de si, nos caminhos entre as duas únicas localidades da ilha: Capri e Anacapri. Envolver-se na paisagem e acreditar que está no paraíso.

- Participar numa excursão à Grotta Azzurra. Um azul puro reflectido nos rochedos, uma água de uma transparência azul.

- Ver, antes ou depois da viagem, “Avanti”, uma comédia delirante de Billy Wilder com Jack Lemmon. Rodado na costa amalfitana. Uma evocação permanente do espírito da região.

- Fazer a viagem de regresso a Nápoles no ferry das oito da noite e assistir ao pôr-do-sol no mar. O efeito da luz dourada sobre o azul é belíssimo. Demora cerca de uma hora.

 

Carthusia

A história dos perfumes Carthusia começa em 1380. Leu bem: no século XIV! Um frade cartuxo descobriu que, ao cabo de três dias, a água onde estavam mergulhadas as flores para a Rainha Giovanna D’Angio libertava um perfume intenso. O alquimista do mosteiro partiu desta água para compor o primeiro perfume de Capri.

A história prossegue em 1948 quando, por acidente, um monge descobriu as velhas fórmulas. Com a autorização do Papa, a produção de perfumes foi iniciada.

A essência do cravo vermelho é a base do perfume de mulher. Nos de homem, é a partir do rosmaninho que derivam todos os perfumes. Os métodos usados são os mesmos que os velhos monges usavam. A edição é limitada. Existem perfumes para a casa. E sabonetes e loções.

A dificuldade é escolher entre a Via Camerelle (nome de uma rua de Capri), o Mediterraneo, o Fiori di Capri, o Aria de Capri… Seguramente, entre os melhores perfumes do mundo.

www.carthusia.com

 

Villa San Michelle

Axel Munthe foi um médico sueco que se mudou para Capri e aí viveu dezenas de anos.

A casa está transformada em museu e é a única habitação particular que pode ser visitada em toda a ilha. Foi reconstruída sobre as ruínas de uma villa romana. Os jardins, a luz, o canto dos pássaros e a sumptuosa vista sobre a baía de Nápoles (com o Vesúvio sempre visível) fazem dele um lugar idílico.

Não deixe de ir até à extremidade da casa; sobre o miradouro está uma esfinge. Parece um enorme felino que contempla a paisagem e toma banhos de sol...

“O livro de Saint Michele” é a obra que resulta da vivência do médico sueco na ilha e parte de um desafio lançado pelo escritor e amigo Henry James. Na própria casa, estão à venda exemplares traduzidos para o mundo inteiro. A edição portuguesa é dos Livros do Brasil.  

www.villasanmichele.eu

 

Villa Malaparte

Os arquitectos do mundo todo acorrem a Capri para ver de perto a casa do jornalista e escritor italiano Curzio Malaparte.

Fica sobre uma falésia rochosa e funciona como um promontório sobre o Mar Mediterrânico. Construída em 1937, tornou-se uma obra marcante da história da arquitectura. É um paralelepípedo cor de tijolo, dominado por uma infindável escada piramidal.

A escada, e sobretudo o terraço que ocupa toda a área superior da casa, são indissociáveis de Brigitte Bardot no filme de Godard “Le Mépris”. Foi aí, com olhos sublinhados a eye liner e o cabelo desalinhado, que olhou com desprezo o “marido” Michel Piccoli.

A casa é particular e não pode ser visitada. Mas se fizer uma viagem de barco à volta da ilha, vê-a de muito perto.

 

Limoncello

Nápoles, Sorrento e Capri rivalizam entre si sobre a origem do limoncello. Um licor à base de limão que se vende em todo o lado.

A Limoncello Capri reclama o título de casa-mãe do delicioso licor.

Produz cerca de 70 000 garrafas por ano.

Experimentámos em cada uma das localidades. As variações, verdade seja dita, não são significativas. Mais ou menos adocicado, mais ou menos alcoólico, mais ou menos perfumado.

Pode provar os diferentes tipos de limoncello antes de fazer a sua escolha. A prova é quase sempre gratuita. Algumas casas, mais artesanais, mostram o processo de fabricação.

É perfeito para fins de tarde de calor e bebe-se gelado.

 

Grande Hotel Excelsior Vittoria

Fica em Sorrento. É um hotel faustoso, debruçado sobre o mar. A ilha de Capri e a cidade de Nápoles vêem-se em permanência a partir daqui.

Foi no Excelsior Vittoria que o tenor italiano Enrico Caruso se apresentou pela última vez; depois disso, retirou-se e não mais cantou em público. A sua preferência pelo hotel era famosa. Não estava sozinho. A aristocracia europeia instalava-se aqui para as férias de Verão.

Ainda se respira uma atmosfera elegante, silenciosa, de um luxo recatado. Mas não é intimidatório! Não é o tipo de lugar onde temos medo de partir um vaso e arruinar-nos para todo o sempre.

A frequência é cosmopolita e envelhecida. Nem por isso se torna pesado ou opressivo. Os jardins são encantadores.

Um espaço de tal maneira belo que um simples bellini no terraço transforma-se numa experiência inesquecível. Mesmo que custe 18 euros.

 

Como chegar

O ferry é o meio de transporte para chegar à ilha. O tráfego entre Nápoles, Sorrento, Ischia e Capri é constante.

Uma vez em Capri, sobe-se da marina para o centro num funicular.

A ilha é tão pequena que tudo se faz a pé. Tem apenas seis kms de comprimento por dois e meio de largura.   

 

O que comer

Talvez se comam em Capri os melhores raviolis do mundo. Com recheio de espinafre, ricotta ou ervas. Não deixe de provar.

Os produtos locais são esplêndidos. Uma simples salada Caprese pode ser um festim: tomate que sabe a tomate, azeite saboroso, manjericão perfumado, uma mozzarella que não parece borracha.

As refeições são relativamente baratas. 

 

Onde ficar

Como é sabido, Capri é um cobiçado por celebridades do mundo inteiro. As fotografias deste e daquele, you name it, abundam nas paredes dos restaurantes e comércio, de braço dado com o proprietário. Os preços dos hotéis correspondem a essa realidade.

Se quiser escapar à exorbitância dos preços, fique num hotel numa das cidades próximas (Nápoles e Sorrento) e faça a viagem de ferry pela manhã com regresso marcado para o fim do dia.

 

O que comprar

Se o seu estilo é grandes marcas italianas, está no lugar certo! Nas ruas estreitas e sinuosas de Capri, não faltam Cavalli, Versace ou Dolce&Gabbana.

Entre os produtos locais, as peças de cerâmica são interessantes e as enotecas valem uma visita.

 

 

Publicado originalmente na Máxima

 

 

 

 

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