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Inês Meneses

É possível ouvi-la na Antena 1, todos os dias, com Júlio Machado Vaz, em O Amor É. Também é possível ouvi-la na Antena 3 com Pedro Boucherie Mendes (Pedro&Inês), “rindo da actualidade…”. Está na Radar (Lisboa 97.8 fm), diariamente e no programa de entrevistas Fala com Ela. Como se isto fosse pouco, escreve e tem uma filha criança. Inês Meneses: o amor é a sua palavra de código.

 

 

O que é que o amor não é?

Tinha pensado imediatamente: “O amor não é mentira”, por ser tão avessa a que me mintam. Mas depois pensei se não haverá matéria que se deva ocultar a bem do amor… O amor não é egoísmo. O amor é um equilíbrio de cedências, e o egoísmo tem de ficar de fora.

 

Na sua adolescência, escreveu uma peça de teatro intitulada: Menos dez minutos de amor. O essencial, não só na sua vida, mas no seu discurso profissional, passa por aqui?

O amor pautou sempre todas as minhas escolhas, na vida profissional também. Tenho um imenso amor pela rádio, sou absolutamente feliz no que faço, e sempre fui atrás do que me fascinava. Sinto-me muito abençoada, ou privilegiada, por só fazer o que gosto e trabalhar com uma total liberdade. Como se fosse um compromisso que estabeleço inconscientemente com aquilo que faço: só fico até ser bom.

 

A rádio, mais do que uma vocação, é uma casa. Quais são os grandes desafios de fazer televisão?

A rádio é o conforto, ainda que me sinta nervosa em cada coisa que faça. É como ir para a cozinha experimentar uma receita nova e ficar expectante com isso. Sinto o risco de cada vez que falo, mas aquele chão, é o meu chão. A televisão é a ausência de chão, é o risco total, é o desconforto da imagem. Mas não tenho nenhum receio que a voz seja desmistificada pela imagem. Custoso na televisão é gerir os campos todos: o tempo, a imagem, a sobriedade, os nervos...

 

O que é a versão televisiva do programa que tem na rádio com Machado Vaz?

No programa da RTP-N, o desafio é continuarmos a ter o que temos na Antena 1 – química. E não deixar que os cinco minutos do guião nos comprometam a conversa. É tentar que a conversa que ali temos seja a conversa que qualquer um de nós pode ter à mesa do café. Sem pretensões, sem rigidez alguma. A mais valia é termos a opinião de um homem tão experiente como o Júlio, que alia tão sabiamente o conhecimento ao humor.

 

Para muitos, é, primeiro que tudo, uma voz. O que é que acha que ela diz de si?

Eu também acho que sou essencialmente uma voz [risos]. E a voz, pode ser muito transparente. A minha diz que sou aparentemente calma, com uma boa dose de perturbação. Essa sou eu…

 

Além da rádio, faz televisão e escreve.

A televisão é um desvio que vem de longe: tive uma primeira experiência aos 20 anos na RTP (no Porto), num magazine ‘juvenil’, em directo. Depois, veio a apresentação do Onda Curta na RTP2, programa ao qual continuo ligada, dando voz. Depois disso, a minha participação no Prazer dos Diabos, inicialmente na SIC Comédia, depois na SIC Mulher, e onde me diverti imenso comentando de forma ligeira os temas da actualidade. A escrita é o universo mais clandestino, mas aquele em que vejo algum futuro. Se conseguir ser mais disciplinada e menos preguiçosa… Escrevo há quase seis anos sob pseudónimo numa publicação semanal. Talvez em breve venha a revelar o meu nome... Tenho muitas histórias, muitas ficções por escrever… A ver se a rádio deixa!

 

 

Publicado originalmente na Máxima

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