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A Casa de Saramago

A última grande erupção foi no século XVIII e durou seis anos. Foi nas Montanhas de Fogo de Timanfaya, um lugar estranho que nos faz andar na Lua e onde dormem cerca de 300 vulcões. A cor de Lanzarote é a de um tição apagado numa lareira. Os elementos mexem connosco. Deve ter sido também por isso que José Saramago sentiu que aquela podia ser a sua terra. Mudou-se para esta ilha das Canárias em 93. Morreu em Junho de 2010. A casa e a biblioteca podem ser visitadas.

 

Em 2006, a oliveira era tronco fino e folhagem pobre que ameaçava não medrar. Nesta terra vulcânica, que é tão preta que parece pintada, que medra? Lanzarote é chão de calhaus, vulcões a serpentear o horizonte, a montaña blanca muito erguida e orgulhosa. Passaram dez anos e a oliveira cresceu a ponto de estar mais alta que a casa onde estão os livros, a biblioteca. E a sua força é sólida o suficiente para dançar ao vento, um vento que arranca as pessoas do solo e as faz deslizar. Dança, cresce.

José Saramago já não a vê assim. Morreu em 2010.

Esta é a oliveira que ocupa o rectângulo de entrada da biblioteca. Há outra que está na casa-casa, a de dormir e tomar o pequeno almoço, que cresceu quase tanto quanto a outra. As duas cresceram mais do que o marmeleiro plantado por causa do filme de Victor Erice "O Sol do Marmeleiro", que continua uma promessa de árvore, assim como a romãzeira, que não vingou. Só cresceram as palmeiras e as oliveiras. Tanto que já não se vê o mar ao fundo, a dois ou três quilómetros, daquele ponto do jardim onde ele, quieto, recolhia para olhar. É um lugar assinalado: há uma cadeira de madeira e uma pedra vulcânica com tamanho de meteorito, para pousar os pés ou para nada, simplesmente para existir, existência bela.

As árvores são folhas, raízes, pilar-tronco. Saramago quis ser raiz, espraiar-se, movimento orgânico de corpo que não pode estar quieto e se move no subterrâneo.

Apontamento romântico: uma folha de árvore assinalou no calendário, durante anos, o dia em que o escritor conheceu a mulher, a jornalista espanhola Pilar del Río. Começou por estar no 11 de Junho, era afinal no 14. E talvez porque a atenção não fosse toda, quando trocaram palavras pela primeira vez ao telefone, e ele não sabia como ela era, anotou mal o nome e escreveu Pilar de los Ríos.

Foi há 30 anos. Saramago tinha 63, Pilar 36.

A oliveira veio para Tías há 10. Tías está entre a aldeia e a vila, olhando no mapa fica a meio da costa este de Lanzarote, o número de habitantes anda pelos cinco mil. Em José e Pilar, filme de Miguel Gonçalves Mendes que acompanha quatro anos de vida do casal, podemos ver como a oliveira era mirrada, quase murcha. Chegou no mesmo par de meses em que chegaram os livros, milhares, que hoje ocupam a larga biblioteca, e com eles terra, memória, lugar, criação. A oliveira vinha da Azinhaga, a aldeia ribatejana do escritor, começo de mundo que cola com este fim do mundo onde Saramago se sentiu numa infância reencontrada.

Lá iremos, à biblioteca e à infância. Agora recuamos no tempo, a antes da oliveira e dos contentores de livros. Recuamos ao ano em que se mudaram para Lanzarote, depois do abominável veto do condecorado Sousa Lara à escolha de O Evangelho Segundo Jesus Cristo para Prémio Literário Europeu. Polémica assaz intragável, hoje como então abstrusa. Lanzarote pareceu uma terra-solução para lidar com a revolta, lugar de tranquilidade e tempo para escrever.

José e Pilar tinham estado na ilha no final de 91, foram à praia de Famara no dia de Natal. Mesmo no Inverno, um calor moderado invade os dias. A água talvez faça tiritar, num primeiro encontro, mas depois passa. As fotografias desbotadas mostram uma família numa nesga de areia grossa e escura, e uma meia lua de pedra vulcânica que forma um murete e protege do vento. Estavam com eles a irmã de Pilar, María, a sétima numa escada de 15 filhos (Pilar é a mais velha), e o marido, o arquitecto Javier Pérez-Fernández Fígares, que moravam na ilha.

Era a primeira vez que visitavam Lanzarote e, apesar da adesão instantânea ao lugar, não podiam imaginar que, não longe daquele Natal, aquele ponto das Canárias seria casa. O impacto da ilha, a força agreste, a aridez lunar foram traduzidos em desabafos de felicidade. E a vida seguiu em Lisboa. E depois foi o choque e a tristeza do veto. E da noite para o dia, surgiu Lanzarote como possibilidade, coisa efectiva, materialização do desejo e necessidade de ir para um outro planeta que ficasse ali ao lado. A mudança fez-se em Fevereiro de 93.

No jardim não havia árvores e os caminhos eram de terra pedregosa. Quando se vê as imagens de regresso a casa, depois de ser anunciado o prémio Nobel mas ainda antes do seu recebimento, em Estocolmo, José e Pilar aparecem junto ao muro branco, envolvidos em flores, sorrisos e vento. E uma paisagem de quase nada à volta.

Foi também esse quase nada à volta que os seduziu. Queriam uma vida de palavras primitivas, centrada no essencial, pétrea. Com silêncio e dias sem interrupção.

Fizeram-se casas irmãs para as duas irmãs e suas famílias. Tudo branco, preto e vermelho. Não há casa que não seja branca em Lanzarote, imposição governamental. E a pedra oscila entre a cor do tição já apagado numa lareira e aquele vermelho que vem da terra muito ferrosa; vermelho ou, para ser exacta, cor de tijolo. Transposto o portão, uma nova porta dá acesso às duas casas. Num ângulo recto, a de María e Javier é a da direita, a de José e Pilar em frente.

Entra-se. O espaço é dominado por luz e pedra, pela clarabóia de vidro fosco que emana uma luz branca e por um tapete de pedra vulcânica, pedra porosa e organizada em riscos diagonais que faz as vezes de tapete de material macio e caro.

A casa, assim designada desde sempre, e com o artigo, é hoje uma casa-museu com visitas diárias durante a manhã. O que permite ver? Tudo. Os passos, as rotinas, a modéstia, a memorabilia, os encontros com personagens e fragmentos que vivem na casa como pessoas de verdade (por exemplo, Blimunda, por exemplo, a passarola do Memorial do Convento), a surpresa com a dimensão (como cabiam as pernas tão compridas de Saramago naquele quarto de média-pequena dimensão?), as fotografias da filha Violante e marido e filhos, as fotografias da tribo del Río coladas com íman no frigorífico, as fotografias do Nobel, pompa e maravilhosa circunstância, a gravura de Ilda Reis, sua primeira mulher, as pedras trazidas de todos os lados e reunidas numa espécie de caixa de vidro, canetas e esferográficas oferecidas em salões e academias, uma até com diamantes, os cavalos, os elefantes, os objectos dos que quiseram demonstrar a Saramago que foram tocados pelas suas alegorias, pelos mundos que eram inventados e que eram iguais aos seus, pelo desejo de afagar o semblante triste do menino que via cavalos no Ribatejo e não tinha condição de os montar, do escritor que, para além gostar de cavalos, inventou o cão das lágrimas e um elefante que faz um caminho longo, longuíssimo, e acaba com a pata transformada em recipiente de sombrinhas e bengalas, oco, destituído, apetrecho banal.

Saramago disse uma semana após o anúncio do Nobel, com urgência: "Quero é recuperar, saber, reinventar a criança que eu fui. Pode parecer uma coisa um pouco tonta, um senhor nesta idade estar a pensar na criança que foi. Mas eu acho que o pai da pessoa que eu sou é essa criança que eu fui. Há o pai biológico, e a mãe biológica, mas eu diria que o pai espiritual do homem que sou é a criança que fui" (entrevista a Alexandra Lucas Coelho). Machado de Assis disse-o de outra maneira em Memórias Póstumas de Brás Cubas: "O menino é o pai do homem". A ideia da criança que é pai espiritual daquele que escreve está expressa no livro As Pequenas Memórias, começado anos e anos antes e que conheceria publicação em 2006. A epígrafe: "Deixa-te levar pela criança que foste".

Esse pai espiritual alimentou-se como pôde. Tarde e bem. Recupero as suas palavras (retiradas de uma entrevista que lhe fiz): "Os meus pais sacrificaram-se muito e deram-me estudos para ir para a universidade? Não, tive estudos que estavam ao meu alcance e ao alcance da bolsa da família: estudei para ser serralheiro mecânico. Fui serralheiro mecânico. Depois fui várias coisas ao longo da vida. Li muito. Livros meus só os tive quando tinha 19 anos, quando pude comprar, com dinheiro que um amigo me emprestou."

Na casa podem ver-se os livros, os escritores, ou seja, a família em que ele também se fez pai de família de um, criança-escritor. Há uma gravura de Bartolomeu Cid dos Santos que representa Fernando Pessoa em criança, num triciclo, uma estranha imagem de Camões com os dois olhos e sem a pala, alinhados na vertical estão Tolstoi, James Joyce, Kafka, Proust, Lorca na parede em frente, Pessoa no traço oblíquo e definitivo de Júlio Pomar, Pessoa a contracenar com Cesário Verde e a paisagem, Pessoa omnipresente, Pessoa que o levou a todo o lado, até a Pilar. Não esquecer que O ano da morte de Ricardo Reis é o ano do começo com Pilar. "Nunca o tinha visto, foi tudo por telefone. Não era tanto para o conhecer, mas sim para lhe agradecer o prazer que me tinha proporcionado [a leitura de O ano da morte de Ricardo Reis]. Combinámos ver-nos, tomámos um café, fomos visitar a campa de Fernando Pessoa, eu vinha com o meu Livro do Desassossego, e pronto." Quando é que percebeu que a sua vida tinha mudado? "Quando nos encontrámos. No dia seguinte telefonou-me para pedir a minha morada. Na época tinha um meio-namorado, e quando cheguei a Espanha disse-lhe que já não o queria ver mais. Fiquei livre, sem relações, sem amante. Sabia que algo ia acontecer. E aconteceu. Uns meses depois, José chegou, sem que tivesse havido uma carta, uma comunicação, nada. Apareceu em Sevilha. Eu sabia que ia aparecer, mais tarde ou mais cedo." (Da minha entrevista a Pilar, em 2010.)

Pilar anda pela casa. Não mora nesta casa-museu, mas em Lisboa. Porém, demora-se temporadas em Tías, onde o tempo escorre mais devagar. Vive como pode a tragédia da perda, decidida a cumprir o desejo dele: continuá-lo. Às vezes exprime a zanga pela injustiça. A injustiça de José já não estar para ver a beleza. José já não estar para ver as bocas dos vulcões do parque nacional de Timanfaya, conhecidos como montanhas de fogo, e onde a terra arde mesmo, lá no fundo. É um território de tormenta onde se experimenta uma estranha tranquilidade. Como se andássemos debaixo de terra e isso não fosse claustrofóbico.

Pilar recorda-se do último passeio de José a este lugar que é Lua e Marte. Foi na primavera de 2008. Ele era um fio de voz e uma carga de ossos, demolido pela doença em tudo menos na vontade e na imaginação. Passeou por ali um pouco, não muito. Comentou que já não esperava ver aquela beleza de inferno arrefecido. Meses antes estivera à beira do precipício, não caiu ao poço porque Pilar o segurou pelas golas do casaco, outros o seguraram, os médicos, os amigos, a família, ele próprio. E agora estava ali, a ver, a dar o passeio, a pensar, a traduzir o mundo em palavras.

Mas agora é 2016 e Pilar guia-me sozinha pelo território saramaguiano. Ocorre-me a letra que Manuela de Freitas escreveu para a voz de Camané e que encerra o filme de Miguel Gonçalves Mendes. Chama-se "Já não estar" e declina esta certeza seca do escritor: "Não penso na morte. Ou melhor, todos pensamos na morte. A morte para mim não é tanto isso de morrer; é mais simples, e ao mesmo tempo mais duro. A pessoa estava e já não está – isso é que é o pior de tudo. [...] Daqui a duas ou três semanas, quando voltar a casa, posso chegar à varanda, olhar para o jardim e pensar: “Agora estou aqui, vejo os meus cães, a minha mulher e depois já cá não estou”. Mas é assim para todos, animais, vegetais. Tudo o que nasce morre."

A letra de Manuela de Freitas:

 

Se às vezes numa rua num lugar

Eu penso que um dia hei-de morrer

Sei que tudo o que tenho vou deixar

Aqui onde hoje estou deixo de estar

E tudo quanto sou deixo de ser

 

Medo da morte não consigo ter

Mas outros mais humanos e banais

Medos que a gente tem mesmo sem querer

Como o medo que eu tenho de morrer

 

Só por querer viver um pouco mais

Se consigo a meu modo estar no céu

Mesmo vivendo neste chão de inverno

Se apenas sou árvore que cresceu

No espaço e no tempo que é o meu

Para que havia eu de ser eterno

 

Mas como as minhas cinzas vão ficando

Debaixo de uma pedra de jardim

Meu amor tu sabes onde me encontrar

E uma flor sobre a pedra vais deixar

De cada vez que te lembrares de mim

De cada vez que te lembrares de mim

 

José Saramago já não está. Mas está em absoluto na obra, na casa, nos símbolos. Nas relações que são visíveis. Nos gostos e obsessões. Na firmeza, na coerência. Está em todos os compartimentos e está mais no escritório onde escreveu o Ensaio sobre a Cegueira, por exemplo, anos antes de a casa se expandir para o outro lado da rua e de ali ser construída a biblioteca (a que tem os milhares de livros e a oliveira à entrada), onde escreveu A Viagem do Elefante e Caim numa corrida pela vida mais do que contra o tempo. Uma corrida para satisfazer ainda o desejo de fazer, de se sentir vivo, adiar a derradeira partida de xadrez e dizer: espera, guarda a gadanha, tenho coisas para tratar, gozo para sentir, abraçar a minha mulher, ver pela última vez o lagarto verde que via na minha infância.

É nesse escritório de poucos metros quadrados que está o desenho onde mais está José Saramago: aquele em que o avô Jerónimo se abraça às árvores e chora e se despede e abraça o que ama. Escreveu n' As Pequenas Memórias: “Terá o pressentimento de que o fim chegou, e irá de árvore em árvore do seu quintal, abraçar os troncos, despedir-se deles, das sombras amigas, dos frutos que não voltará a comer. (...) Que palavra dirá então?”.

O avô Jerónimo: “O homem mais sábio que conheci em toda a minha vida não sabia ler, nem escrever”, como ficou dito no discurso do Nobel. A avó Josefa: “Não sabes nada do mundo. Não entendes de política, nem de economia, nem de literatura, nem de filosofia, nem de religião. […] E, no entanto, tens os olhos claros e és alegre. O teu riso é como um foguete de cores. Como tu, não vi rir ninguém” (escreveu numa carta em 1968). O avô Jerónimo e a avó Josefa: não esquecer os nomes, não esquecer o fundamento.

A visita à casa de Saramago termina na cozinha. De muitas maneiras, percebemos que estamos numa casa de portugueses. No serviço Vista Alegre, num bule para o chá que tem a forma de um ananás e que é de Bordalo Pinheiro, nos copos tradicionais da Marinha Grande, no café Delta que é oferecido aos visitantes. As flores continuam a ser mudadas todos os dias. Pastora trata da casa e da loja, um rapaz guapo rega o jardim, a veterinária e amiga Marga aparece para um café, Graça, a médica que passou o atestado de óbito de José, está ao alcance de um telefonema, Juanjo (o filho de Pilar) é uma das pessoas que fazem visitas guiadas à casa. Tudo gente amiga, raízes daquela árvore. No jardim aninham-se dois gatos. Os cães Camões e Greta também já partiram.

À cabeceira da mesa, virado para sul, sentava-se Saramago. Estão dois livros abertos nos Cadernos de Lanzarote, abertos como diários. Junto está uma miniatura da árvore-símbolo da casa, uma oliveira-símbolo de paz e sabedoria.

Desta oliveira vamos para a outra, a primeira de que comecei por falar, chegada em 2006, que cabia entre as pernas de José. Recebem-nos nesse espaço a oliveira e um elefante que podemos acariciar como se fosse um cão, de pequeno porte e aqueles olhos tristes e sumidos que os elefantes sempre têm. Cinco passos depois entra-se na casa feita de livros, a biblioteca. Ao lado, a loja, a mesa comprida onde se fazem reuniões, o apartamento no andar de cima onde ficavam as visitas, a ampla zona de refeições. Maria Kodama, a viúva de Borges, ficou ali, Susan Sontag preferiu hospedar-se no hotel de Arrecife. As conversas sobre o disparate irresistível que é o mundo foram ali. Tratando-se de Saramago, as conversas nunca são apenas sobre os livros, ou Deus, ou os direitos e deveres do homem, ou o comunismo. As conversas são como os livros: são o próprio mundo a contorcer-se, a tentar encontrar um sentido, um caminho.

Sempre chegamos aonde nos esperam: frase já batida e indissociável do elefante Salomão.

"Pilar, encontramo-nos noutro sítio", prometeu José, fitando a câmara, meio sorriso todo triste, no filme que os conta.

As suas cinzas estão sob uma oliveira centenária vinda da Azinhaga à frente da Casa dos Bicos, sede da Fundação, em Lisboa.

Tudo levantado do mesmo chão.  

 

 

Guia:

Para voar até Lanzarote, o melhor é apanhar um voo da Binter, uma low-cost que liga Lisboa a Las Palmas e Las Palmas a Lanzarote duas vezes por semana, à quinta e ao domingo. Não há voos directos a partir de Portugal, é preciso sempre fazer escala em Las Palmas. De Las Palmas a Lanzarote são nem três quartos de hora de voo, e os insulares usam o avião como quem usa o comboio ou o autocarro. Comprado com alguma antecedência, não é caro; ou seja, pode custar, ida e volta, cerca de 200 euros.

Lanzarote é a mais oriental das sete ilhas das Canárias. Tías, onde fica a casa de Saramago, está entre Arrecife e Puerto del Carmen. São uns 15 minutos, no máximo, entre o aeroporto (em Arrecife) e a casa. Tudo é pequeno. As visitas são entre as 10 da manhã e as 14.30. Fazem-se em várias línguas e há áudio-guias. Todos os dias, excepto domingo.

Convém alugar um carro. Não só para este percurso como para as excursões ao Parque Nacional de Timanfaya. É indispensável fazer o roteiro do artista plástico César Manrique: além da casa-museu, há que visitar os Jameos del Agua, o Jardim dos Cactos, o miradouro do rio, ver as esculturas movidas a vento que estão dispersas pela ilha.

As estradas são boas. Come-se um peixe delicioso, batatas cozidas com pele gretada pelo sal, um estufado de grão que alimentou gerações e gerações de espanhóis. Preços módicos.

Conte com bom tempo e vento vento vento. O corta-vento tem de andar sempre na carteira.

 

 

Publicado originalmente no Público em Junho de 2016

 

 

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