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Estou bem, obrigada (em Portugal, e não no Chipre)

Caras e caros,

não estou em Limassol, Chipre, não estou aflita, fui pirateada na minha conta de email.

O facto de a invasão e utilização abusiva do meu nome ser evidente, com erros grosseiros e construção palerma, não faz dela menos chocante.

Eu devia ter desconfiado que algo se estava a passar quando o meu gestor de conta recebeu um email a perguntar pelo meu saldo... Ele estranhou que o email tivesse erros ortográficos, e decidiu telefonar-me a confirmar que tinha sido eu a enviar o email. Não tinha. Pensei que fosse só aquilo. Não foi. 

Houve muita gente, muito amável e cuidadosa, a avisar-me, a ajudar. Sou muito grata. Até o Baiano, super bacana taxista do Rio, falou para cá para saber se a Dona Ana estava em apuros.

Sou eu, e não estou.

Felizmente.

Para um brasileiro e para os que sabem que sou dada à brasileirada, era mais fácil acreditar, não fosse aquela frase:

"Eu sou o tipo de preso agora eu preciso de um pouco de ajuda de vocês."

Já me assaltaram a casa, já me roubaram o carro, já me levaram a carteira. Isto não é tão grave, mas deixa uma sensação de horror semelhante. Não sabemos bem o que vão fazer com os nossos dados, com os nossos contactos, com a nossa identidade, com a nossa intimidade. Mesmo que só lhes interesse o dinheiro. Nem percebemos logo a extensão do problema. Ou seja, não sei se isto fica por aqui. Espero que sim.   

A expressão não é elegante, mas não encontro melhor: chatíssimo, tudo isto. Sim, porque depois do email foram ao Facebook, mudaram a password... 

Peço desculpa pelo transtorno que vos causei, e de novo agradeço a preocupação.

Estou temporariamente fora de circulação, a retomar o pé, sem os contactos do costume.

Até breve.  

 

ps: ainda não consigo fazer humor e não tenho tiradas espirituosas sobre esta maçada. Mas a palavra "bagunça" é boa. Insuficiente e boa. 

 

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