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Minnie Freudenthal

Explique lá o que é a mitocôndria.

- A mitocôndria é o aparelho produtor de energia que está dentro do músculo, dentro das células. Quanto maior for esse aparelho de produção de energia, melhor o nosso corpo se defende das doenças, regenera a energia. Como é que se cria esse aparelho? Criando músculo. A pessoa que não faz movimento vai perdendo o músculo e, consequentemente, vai perdendo esse aparelho produtor de energia. Há investigação que diz que um dos primeiros problemas que aparece em doentes com cancro, é a alteração deste aparelho. Quando no consultório me dizem: «Doutora, eu não consigo fazer nada. Vou à rua e quando entro em casa, deito-me logo no chão, fico em pânico, porque sei que algo está muito mal. Dedico-me imenso a ajudar as pessoas a estarem com bom nível de energia.

 

Disse-me uma vez que os tubarões não têm cancro exactamente por causa disto...

- Porque estão constantemente em movimento. São muito ricos em mitocôndrias. Quanto menos tivermos disso, mais vulneráveis ficamos. As pessoas, às vezes, dizem-me que vão para o ginásio e que tomam suplementos... A pergunta a fazer é: «O que é que vai ser o seu jantar?». Posso tomar os suplementos todos que houver na farmácia, mas se comer mal, se não me mexer, se não estiver feliz, se não encontrar uma integração social que me satisfaça, não vou arranjar essa energia.

 

O que acabou de dizer aponta para o que reconheço ser o seu essencial, que é a integração de todos os elementos num todo. A tal concepção holística.

- Começamos a olhar para a Economia, para o Mundo, e vemos que as coisas estão todas em comunicação. Há uns anos pensávamos em termos específicos: o coração, o fígado, como se fossem isolados. E não estão isolados, tudo isto é global. O nosso corpo é talvez o sistema mais complexo que conheço. A vida é uma aventura muito pessoal. Estamos por baixo de forças biológicas enormes, e o que é divertido é compreender que essas forças podem ser esculpidas por cada um de nós. Cada um tem a oportunidade de fazer a sua própria escultura. A vida é o interface entre essa biologia e o ambiente.

 

O agente desse interface somos nós.

- Somos. E não é por coincidência que andamos todos a falar de comida. Se pensar, no fim do século passado, qual era o conceito de beleza? De que é que se falava? De comer, de ser mais gordinho. Porquê? Não havia comida, havia era guerras... A maior parte do tempo a gente estava era magro!

 

Com tuberculose.

- Durante milhares de anos o nosso código genético apurou um indivíduo, um corpo, um mecanismo que sobrevive melhor quando está magro, que sobrevive à guerra, que sobrevive à falta de comida. De repente, muda-se isso tudo, há de tudo em quantidade. O que é que resta? Resta a nossa consciência, resta a nossa inteligência de seres humanos, resta olhar para as coisas e dizer: «Há aqui qualquer coisa que está mal». Como temos um software maravilhoso, somos capazes de mudar os nossos comportamentos. Não é por azar que estamos todos a pensar nisto... É uma espécie de luta do nosso subconsciente contra uma epidemia, da qual o primeiro país a sofrer é os Estados Unidos.

 

Parece que o Bush fez uma comunicação no sentido de incentivar os americanos a alterar os seus hábitos alimentares.

- Está a ver? A consciencialização chegou ao presidente de um país.

 

Foi por isso também que de médica internista passou a nutricionista? Foi por perceber o lugar central da comida na saúde do indivíduo?

- Sim, também. Uma das razões foi porque, como mulher, cozinho. (Em miúda, gostava sobretudo de cozinhar doces, era hiper-gulosa!, conseguia comer 12 trouxas de ovos num casamento!). Cozinhar é como um hobbie para mim, tira-me da rotina e permite-me usar a criatividade. A cozinha está cheia de cores, de cheiros, ninguém me diz que não posso misturar isto com aquilo. Foi um bocado a culinária que me levou à nutrição.

 

Quando comia doze trouxas de ovos, como era o seu aspecto? Era gordinha ou sempre foi assim?

- Tinha mais gordurinha..., mas nunca me deixei engordar. Lutei sempre contra isso. Também nasci mexida. A minha mãe conta, de resto, que nasci uma semana antes do previsto, saí sozinha, vinha speedada. Conclusão: é-me muito mais fácil mexer-me. A pessoa que não gosta de se mexer tem de lutar contra a sua biologia.

 

É um esforço.

- É. E a vontade esgota-se. É difícil, muito difícil. É como o tabaco, há recaídas. E a pessoa tem de aceitar que há recaídas e que o hábito não se muda facilmente.

 

A minha impressão é a de que não se consulta uma pessoa como a Minnie para fazer uma dieta, ponto. Tem tudo que fazer parte de uma filosofia de vida.

- Quando a pessoa vem falar comigo e não está preparada para isso, não tenho o impacto que tenho numa pessoa que está preparada. Percebo que falho e que não sirvo todas as populações. Se calhar, sou completamente inapropriada para uma pessoa que não está nada com esta filosofia. Assusta-se e vai-se embora. Todos nós temos de perceber que temos um público-alvo. Até porque tenho mais paciência para aquele público... Com os outros não sei comunicar tão bem. O meu marido é gastroentrologista e usa imenso os meus serviços. Mas selecciona um bocado. As pessoas que ele acha que não vão perceber isto, manda-as a uma nutricionista mais B-A Ba, que não é médica... Porque eu sou médica, acima de tudo. A Nutrição é um capítulo da Medicina, um capítulo dos livros básicos da medicina.

 

Ontem falávamos disso a propósito do filho da Sónia, que tem oito meses, e perguntávamo-nos: se isto é uma filosofia de vida, como é que podemos ensinar as nossas crianças a comer, a viver. Ensinar desde a gravidez.

 

O meu filho chorou durante quatro meses sem parar, sem nada que o justificasse. A minha mãe avançou com a teoria de que ele estaria a passar por uma fase de ressaca. Porque durante a gravidez comi chocolates todos os dias. Acha que ele pode ter sentido essa falta?

- Acho, com certeza. Lembre-se de uma coisa: tudo o que você come, muda a química da sopa. Quando você faz uma sopa junta alho francês, cenoura... O açucar não é o mesmo, o ph não é o mesmo; a concentração de cálcio, potássio, magnésio, serotonina, adrenalina são completamente diferentes com a alteração dos ingredientes da sopa. Ora, a criança está dentro dessa sopa. Você, de repente, muda a sopa toda, a criança fica passada! Não compreende nada!

 

Coitado...

- Pois. Ele berrava porque queria chocolate.

 

Tenha calma por favor, porque ela depois fica cheia de sentimentos de culpa.

- Não! Não fica nada. Devemos compreender as coisas e perceber a responsabilidade. A culpa é uma das grandes fontes de doença na nossa sociedade. Eu sou toda contra a culpa.

 

A culpa existe de uma forma muito marcada nos regimes alimentares, nas dietas.

- Muito, muito. Eu não olho para a pessoa e pergunto: «A senhora, o que é que come? Então agora vá para casa comer isto!». Nada disso. Preciso de perceber quais são os softwares que a pessoa usa no resto da vida toda. Nós somos várias coisas. Simplificando: somos um enorme software sensorial, que é a nossa parte mais antiga, que mete temperaturas, acidezes... Depois, um mais recente, é o software emocional. E, mais recente ainda, o racional. Na alimentação, estamos a usar um software especial. Ou estamos a ser muito emocionais, ou demasiado racionais... Eu acho que qualquer estímulo deve percorrer estes três graus e que esta informação deve ser permeável.

 

Mas então como é que se ensina uma criança a comer?

- Educação, educação, educação. E consciencialização de uma população inteira. Para depois nós, clientes, exigirmos uma mudança no mercado. Eu sou uma rezingona. Só vou aos restaurantes que me servem coisas de que gosto. Não vou ajudar aqueles que não me servem o que acho tolerável... Vou aos cafés e digo: «Como é que o senhor tem uma sandes só com uma fatia de queijo lá dentro?» Tratam-nos como se fôssemos atrasados mentais! Temos de reivindicar, dizer que queremos outras coisas. Esta é a grande vantagem do ocidente.

 

No outro dia fui a um restaurante, comi uma sopa e uma manga. O empregado ia dar-me uma manga cortada há horas, percebi-o claramente. Recusei-me a comê-la, exigindo que me descascassem outra naquele momento. O empregado foi para trás e lá trouxe a manga, não sem dizer que o chefe quase o ia matando.

- Está a ver? Esta é que é a educação da nossa sociedade.

 

Mas é muito difícil ter esta preocupação com o saudável tendo em conta o ritmo de vida que temos hoje, sobretudo nos meios urbanos.

- Depende das culturas. Você vai a Hong-Kong e é capaz de comer todo o dia coisas saudáveis numa cidade ainda mais speedada que esta. Você vai a Nova Iorque e tem escolha. Cá, não.

 

Imagine alguém que trabalha na Baixa, que precisa de almoçar fora, e que não tem muito dinheiro nem tempo para comer.

- Posso dar-lhe o meu próprio exemplo. Quando trabalhava no Hospital, não comia no refeitório, não se pode comer aquela comida! Levava num tupperware os restos do jantar do dia anterior. Não é tão saudável, mas é menos mau do que o refeitório. Depois, há sanduiches vegetarianas deliciosas que se podem fazer em casa. Dão cinco minutos a mais de trabalho... Se analisar em que é que as pessoas perdem tempo... Será que não podiam tirar meia hora à televisão para no dia seguinte terem uma sanduiche maravilhosa? Será que não podiam andar meia hora a pé em vez de estarem sentados no café? Será que não vale a pena dizer ao senhor do café: «veja lá se passa a ter este pão caseiro e uns legumes, que passo a ser sua cliente»?

 

Como seria uma sanduiche vegetariana maravilhosa, que me satisfizesse, ao almoço?

- Olhe, gosta de feijão?

 

Gosto.

- De cenouras e alho francês?

 

Sim.

- Faço uma deliciosa. Sou especialista em sanduiches para a praia, toda a gente quer vir para a praia comigo porque as minhas sanduiches sabem sempre a umas coisas diferentes. Vou contar-lhe as últimas que fiz. De manhã, fui comprar pão fresco de Mafra, pus um fio de azeite...

 

Azeite?

- Azeite. Nunca uso manteiga.

 

Nem manteiga magra?

- A manteiga magra é uma gordura trans-saturada, que é uma gordura solidificada. O fio de azeite é hiper-saudável e hiper-saboroso. Passei a cozinhar tudo com azeite. Nunca meto manteiga nem margarina, não sei o que isso é na minha cozinha. Bom, continuando. Estufei cenoura e alho francês às lasquinhas, um bocadinho de gengibre... (Pode não gostar, e então tira, mas faz lindamente à saúde, é anti-inflamatório e analgésico e dá tchi!, que é energia. De maneira que sou toda pró-gengibre). Depois de estufado, pus tudo na sanduiche, com muitas folhas de alface. Uma delícia! Pode pôr um bocadinho de mostarda, pimentos grelhados, tomate assado no forno, queijo mozzarella... Sabe que pode fazer patés das suas leguminosas, com os feijões já estufados ou guisados?

 

Feijões?

- Mete-os no 1,2,3, faz um puré, junta uns coentros, um bocadinho de salsa, vinagre, azeite e barra o pão com aquilo. Às vezes nem se distingue se aquilo é um paté verdadeiro... «Tenho sanduiche de paté»! Aquilo entra para a cabeça da pessoa e é como se entrasse para a língua... Depois digo que é de feijão, fica tudo a olhar para mim.

 

É, no mínimo, duzentas vezes mais saudável do que comer o rissol e a sopa.

- Muito mais. Não estou a dizer que o rissol e a sopa não tenham lugar de vez em quando.

 

Mas a sopa dos restaurantes é uma sopa de batata, horrível.

- Quase inventei este sítio [Cozinha Equilíbrio] para ter onde comer em Lisboa, porque tinha exactamente o mesmo problema das outras pessoas. Venho cá almoçar todos os dias. O que eu aconselho... Descascou cenouras para o jantar? Ponha-as numa caixinha, já descascadas, para levar no dia seguinte. Aipo, cenoura, fruta, couscous com legumes. Come-se a qualquer hora.

 

Frio? Porque nem todos os empregos têm micro-ondas para aquecer o que se traz de casa.

- Prefiro comer frio a comer mal.

 

O problema é também outro: se eu fizer uma salada, o meu marido vai logo perguntar: «Então e o bifinho? Onde é que está a carne?» Como se a saladinha fosse acompanhamento e não almoço.

- É um problema cultural. Mas diria que são as mulheres que estão a mudar a maneira como se come.

 

Também porque são as mulheres...

- Que cozinham.

 

Sim, e também são elas as grandes vítimas das questões sociais à volta da gordura. Os homens vivem melhor com a sua obesidade e com o peso. Um homem com uma barriginha é suportável, uma mulher não.

- Mas nós mulheres devemos ser exigentes sobre este assunto. Eu, por exemplo, disse logo ao meu marido: «Barrigas, não. Tem santa paciência». Tenho uma amiga que casou, o marido engordou e ela, um dia, agarrou numa fotografia e disse: «Desculpa lá. Eu casei com este!». Ele olhou para aquilo, assustou-se e percebeu.

 

Eu não posso fazer isso, senão ele também me mostra uma fotografia e diz: «Desculpa lá, mas eu também casei com esta».

- A coisa mais importante é mudar devagarinho.

 

Esse devagarinho pode significar anos?

- Anos.

 

Estou longe de ter uma alimentação que encaixe exactamente nisso que diz. Mas há dez anos era muito pior.

- O importantíssimo é o movimento. Mesmo que se seja uma pessoa magra.

 

Pode ser apenas andar?

- Ao andar faz ginástica da cintura para baixo. Não faz nada às articulações superiores nem às costas. Ou então tem de andar a rodar os braços.

 

Se for na rua pode ser embaraçoso...

- Ah! Eu já perdi essas coisas. Sempre fui um bocado exótica. Até nos Estados Unidos, onde vivi durante dez anos, era considerada exótica. Não há muitas mulheres médicas que cheguem ao hospital montadas numa mota enorme, vestidas de amarelo, num dia de chuva torrencial. Devemos jogar com a nossa diferença e não com aquilo que nos torna semelhantes aos outros.

 

Gostava de insistir na ideia de que tudo passa pela educação.

- Tudo! A educação muda a cultura. A nossa cultura manda comer bife, carnes, chouriços... Está errado.

 

Considere a seguinte situação: uma mãe, que por acaso é esquelética, nunca tem doces em casa, nunca dá doces aos filhos; diz que têm em média uma festa de aniversário por mês e que essa vez é mais do que suficiente para comerem doces. A outra situação é a de um menino que mostra com um ar radiante, felicíssimo, a gaveta do armário onde os pais lhe põem gomas, chocolates, rebuçados. Os outros não pensarão que a mãe tão restritiva é má? Este sabe que os pais se preocupam em encher a gaveta de coisas boas.

- Tem de haver um equilíbrio. Como é diário e várias vezes ao dia, é talvez o campo de negociação mais difícil entre as mães e as crianças. A maior parte do padrão alimentar da criança vem da mãe, não do pai. Portanto, aquilo que a mãe come é o que passa para os filhos. Nesses dois casos, acho que nem tanto ao mar, nem tanto à terra. O que eu sei é que 10% da nossa alimentação pode ser em açúcar. Eu como de tudo, não se engane. Não sou vegetariana. Só que como bem, não abuso. Mas isto é muito complicado. Todo o ritual lúdico, social, familiar, a própria força da biologia, tudo nos manda comer. A sociedade exibe-nos bolycaos, chocolates, gomas... Ora, eu tiro exactamente o mesmo prazer a comer uma coisa saudável e bem cozinhada. A minha parte racional compreendeu e educou a parte sensorial e emocional a ser tão feliz com uma coisa diferente. A maior parte das pessoas só chega aqui depois de estar doente.

 

Quantos anos demorou a educar-se?

 - Eu não sabia nada disto, mas sempre me controlei, desde miúda. Nós, a partir da primeira menstruação, temos de criar reservas para ter filhos. Eu também fiz isso. Criava reservas de uma maneira incrível. E fiz todas as asneiras que toda a gente faz... Pensava que a massa é que engordava e durante anos disse que não gostava de massa. Depois fui estudar e compreendi que não era a massa que engordava, mas sim a gordura. A gordura, o açúcar, o álcool, e a falta de movimento.

 

São basicamente estes quatro?

- Sim.

 

Quando vemos as mulheres na televisão, todas muito magras, o que pensamos é que elas passam fome! Nós, cheias de raiva, dizemos: só podem passar fome!

- Eu não passo fome. Hoje já comi um pequeno-almoço às sete da manhã, um outro antes de vir falar convosco [meio dia], porque estava cheia de fome!, vou almoçar bem, lancho, janto e, normalmente, ainda como antes de ir para a cama.

 

Vamos à parte prática: eu tenho 30 anos, estou mesmo no ponto certo em que posso fazer alguma coisa por mim?

- Pode sempre fazer-se alguma coisa em qualquer etapa da vida. O corpo tem uma elasticidade e uma capacidade de recuperação brutal. Eu tenho quase 50 anos e não tenho corpo de 50 anos. Porque estou sempre a dar mensagens de vida! Estou sempre a dar corda ao relógio! E essa é que é a beleza da vida humana.

 

Mas depois de nascer uma criança, parece que o corpo se transforma e que nunca mais volta ao que era. Volta ou não?

- Há quanto tempo está a tentar voltar ao que era?

 

Há oito meses.

- É pouco tempo, muito pouco tempo. Tem de ter paciência e não desistir, fazer muita ginástica abdominal, comer muito gengibre, pode pôr pachos de gengibre na zona abdominal para ajudar a circulação a reabsorver essas coisas. O que não quer dizer que não se façam desvios do padrão básico nos dias de festa.

 

«Dias de festa», pode ser uma vez por semana?

- Pode. Também lhe digo que a minha culinária diária é como se fosse uma festa diária. No sentido em que é muito bonita, hiper-colorida, estou sempre a inventar coisas. O meu marido adora.

 

Há coisas que não come?

- Eu como de tudo. De vez em quando.

 

Mas o que é o de vez em quando?

- Não é só o de vez em quando. Há aqui um mistério. Que é o da quantidade. Eu sei qual é a quantidade que cabe em mim. Por exemplo, as minhas sobremesas. Não sirvo sobremesas aos meus amigos num grande pote. São todas preparadas individualmente e são uma obra de arte de cor. Uso sempre gelados Haagen Dazs. Mas só uma bolinha! Uma trufa de Genève dá para oito pessoas! Do creme de limão e açúcar, ponho só uma colher de café. Em vez de usar natas uso queijos magros em creme. E como é pouco, as pessoas saboreiam com o dobro do prazer. Elas sabem que aquilo vai acabar!

 

Um artigo da Time republicado pela Visão falava de dez alimentos indispensáveis à saúde: alho, chá verde, tomate, brócolos, aveia, espinafres, mirtilo, frutos secos, vinho tinto e salmão. Achei estranho porque não tinha nem carne nem lacticínios.

 

- Há algum animal que beba leite depois da amamentação? Não. Pois nós também não fomos desenhados para isso, não precisamos tanto dos lacticínios como pensamos. Não quer dizer que não sejam bons. Se comer uma quantidade apropriada, também têm o seu lugarzinho. O peixe tem tudo o que a carne tem. Só que tem coisas boas. Também é divertido comer carne de vez em quando, mas costumo dizer que serve para dar sabor e não para matar a fome.  

 

Nós saímos daqui e vamos almoçar aos Tibetanos, [restaurante vegetariano] como é óbvio!

- Ainda bem! Mas não vejo que a pessoa tenha de ser vegetariana.

 

 

Entrevistado de Anabela Mota Ribeiro e Sónia Morais Santos, publicada originalmente no DNa do Diário de Notícias, em 1999

 

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