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Para o Chico Grave

O Ricardo Grave, sobrinho do Chico, leu agora este post que escrevi sobre o tio dele e meu querido amigo, que morreu no dia 13 de Maio do ano passado, e quis partilhá-lo com a família e outros amigos do Chico.

Como nem todas as pessoas estão no Facebook, e eu quero que a memória do Chico toque muitas pessoas, deixo aqui o que escrevi no dia 31 de Dezembro:

 

"O pior de 2013, como sempre, e para todos, foi perder quem se ama. Para mim (e não só), foi ter perdido o meu amigo Chico Grave. O Chico almoçava comigo aos domingos, levava e devolvia os livros que lhe emprestava, e dizia sem hesitação: isto presta, isto não presta. Não conheço ninguém que leia tanto. Foram também os livros e o cinema - e o amor da Mãe - que o fizeram sair da pobreza da Quinta da Calçada. (Sentido amplo para palavra pobreza). Na vida dele não havia espaço para armar ao pingarelho nem disfarces. Era tudo cru e tão bom. Tão raro. Ai Chico, Chico (os que o conheceram lerão aqui: ai Sara, Sara), fazes-nos tanta falta. (Sei que se ele lesse isto diria o de sempre, em tom trocista: "Raparigas novas, não pensam".) Sentem."

 

 

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