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(Quase) Toda uma Vida - Siza Vieira

O Siza, o arquitecto Álvaro Siza, pensa a desenhar. A sua forma de o dizer: "Há uma ligação entre mão e mente muito estreita". Nasceu em 1933. Quis ser escultor. O pai persuadiu-o a ir para as Belas Artes, onde havia arquitectura... Como arquitecto, recebeu todos os prémios e distinções que havia para receber, como o Pritzker, o RIBA, o prémio Mies van der Rohe. Nada que o impressione muito. "Para mim o que conta na obra de um arquitecto é a arquitectura que faz. Os prémios são muito agradáveis se vêm; mas são circunstâncias. O prémio depende de um júri, que pode ser maioritariamente de certa tendência ou de outra. "

Entre as suas obras mais famosas está a igreja do Marco de Canaveses. É muito diferente fazer uma igreja de fazer uma casa? Talvez não. "Há qualquer coisa que se pode chamar de religiosidade em toda a arquitectura. Religiosidade no sentido de atmosfera, conforto, ligação com tudo. A arquitectura tem isso, independentemente se ser uma igreja. Não esquecer que uma casa é um abrigo, um lugar de intimidade e recolhimento. A uma igreja chama-se a casa de deus. É inerente à arquitectura essa componente de silêncio, de protecção, de comunidade."

Siza é o próximo convidado do (Quase) Toda uma Vida no Centro Cultural de Belém, 7 Maio, 17h, pequeno auditório. Entrada livre sujeita à lotação da sala. Eu modero. 

 

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