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Todos os Sonhos do Mundo

"Tristeza não tem fim, felicidade sim", diz uma conhecida canção de Tom Jobim e Vinicius de Moraes. Perseguimos a felicidade, mas seremos de facto educados para a felicidade?, sabemos encontrá-la, reconhecê-la, vivê-la? Onde reside esse pote de ouro, essa quimera que parece estar sempre adiante (ou, como diria o poeta, "essa outra coisa é que é linda")? Persiste a incompreensão e até o paradoxo: porque é que é tão difícil ser feliz se todos os nossos movimentos são no sentido de nos dizermos felizes? E como definir a felicidade, o que é que faz com que uma vida seja boa, e possamos dizer dela que foi uma vida feliz? O sucesso no amor e no trabalho, o dinheiro, a fama? 

Os conceitos e vivências serão tão diversificados quanto as pessoas ouvidas, bem entendido. Talvez não haja sequer uma definição mínima, comum. Porém, a procura, sim, está presente nas nossas vidas. É sobre esta demanda, sobre o pulsar que nos faz querer o dia seguinte, sobre as respostas às perguntas que aqui estão que quero falar com pessoas de diferentes proveniências, faixas etárias, anónimos e figuras públicas, pessoas que falam na primeira pessoa ou que escutam, observam, reflectem. Vamos falar: para que a tristeza, pelo menos, conheça fim.

"Todos os Sonhos do Mundo" é um programa de entrevistas sobre a felicidade na Antena 1 (emissão à sexta, meia noite e 10). Cada emissão tem um convidado, 45 minutos de duração. São 12 emissões, vamos até ao Verão. O programa poderá ser ouvido na rádio e também em podcast (estará um acesso directo no meu blog: http://anabelamotaribeiro.pt). 
A música de entrada é do pianista Filipe Raposo.
O título é devedor dos primeiros versos da Tabacaria de Pessoa: "Não sou nada. Nunca serei nada. Não posso querer ser nada. À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo".  
À semelhança do que aconteceu com o programa da RTP2 "Curso de Cultura Geral", que pensei e apresentei no primeiro trimestre de 2017, tive uma preocupação com a igualdade de género na escolha dos convidados; pelo menos metade dos entrevistados, são mulheres. 
 
Espero que gostem e que se interroguem sobre o vosso conceito de felicidade a partir da interpelação que é feita no programa. Obrigada por ouvirem. 

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