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Um abraço (a desempregados)

Acho que nunca estive desempregada, mas acho que sei o que é não ter emprego.

Sei muito bem, pelo menos, o que é a precariedade, o trabalhar no fio. Há anos que trabalho sem a certeza do mês seguinte e com a certeza do seguinte: se adoecer, não trabalho e não ganho.

Felizmente tenho tido saúde. É melhor não pensar como será quando tiver 70 anos.

Tenho, como todos, pessoas muito próximas sem trabalho, com trabalho precário, destroçadas, a caminho sabe-se lá de onde, nas suas cabeças e fora delas. Não queria falar com ligeireza de uma das duas coisas que mais me doem no país: o desemprego. A outra é a fome. Outro patamar.

Mas queria deixar um abraço.

 

 

 

 

 

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