Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Anabela Mota Ribeiro

António Brito Guterres - Os Filhos da Madrugada

30.06.25

É assistente social e investigador em estudos urbanos, nasceu em 1978. Cresceu em Arroios, num contexto de privilégio, trabalha em bairros pobres. É uma pessoa que gosta do fazer, do contacto directo, no terreno. A geração dos pais é aquela que fez o 25 de Abril. A sua é a que se manifesta, reivindica, denuncia o que foi maculado desse dia inaugural. Há um ano, António Brito Guterres escreveu que “uma revolução não se fez, faz-se, é um estado permanente.

Os Filhos da Madrugada, RTP3
1 Julho, 20.30h
Fotografias de Estelle Valente

BRITO.jpg

Raquel Ribeiro - Os Filhos da Madrugada

30.06.25

Raquel Ribeiro, investigadora e escritora, nasceu em 1980. Nunca foi a Luanda. O pai trabalhou na ponte aérea até ao último voo de regresso de Luanda, em 11 de Novembro de 1975. Ou seja, a data de independência de Angola. Enquanto investigadora, as relações entre Cuba e Angola e os temas pós coloniais são linhas preponderantes no seu trabalho, e atravessam, também, o romance Este samba no escuro, publicado em 2013.

Os Filhos da Madrugada, RTP3
30 Junho, 20.30h
Fotografias de Estelle Valente

514786009_1268199191337658_1314775391087613069_n.j

Mariana Leitão - Os Filhos da Madrugada

29.06.25
O direito pleno ao voto só foi consagrado às mulheres depois da revolução. Mariana Leitão, nascida em democracia, em 1982, nunca falhou uma eleição. Nos 50 anos do 25 Abril, discursou no Parlamento sobre o tempo em que as mulheres precisavam da autorização do marido para viajar, da submissão à família. Estudou Relações Internacionais, foi gestora, é deputada da Iniciativa Liberal. Tem 2 filhas.
 
Os Filhos da Madrugada, RTP3
29 Junho, 20.30h
Fotografias de Estelle Valente

MARIANA.jpg

Paulo Duarte - Os Filhos da Madrugada

27.06.25
No princípio era o verbo. A palavra que nomeia. Verbos de todos os dias do jesuíta Paulo Duarte: questionar, rezar, duvidar, fazer, reflectir sobre o sentido e a falta de sentido. O que é inesperado neste homem: ter sido primeiro comissário de bordo e depois padre, o modo como veste e comunica, fazer psicoterapia e dizê-lo. E isso ser compatível com votos de pobreza, castidade e obediência. Nasceu no Algarve em 1979, filho único, vive em Braga.
 
Os Filhos da Madrugada: todos os dias na RTP3 às 20.30, e sempre disponível na RTP Play.
Fotografias da Estelle Valente.

PAULO.jpg

Katia Guerreiro - Os Filhos da Madrugada

27.06.25

Nasceu na África do Sul, em 1976, depois de os pais passarem por três campos de refugiados. O imaginário da família passou do espaço infinito de Angola para a circunscrição insular dos Açores. Mudou-se para Lisboa para estudar Medicina. Foi no fado que conhecemos o seu nome, cantando com as mãos atrás das costas e brincos de filigrana: Katia Guerreiro.

Os Filhos da Madrugada: todos os dias na RTP3 às 20.30, e sempre disponível na RTP Play.
Fotografias da Estelle Valente.

KATIA.jpg

O Quarto do Bebé

23.06.25

Escrito em grande parte durante o confinamento e a doença, e concluído após uma longa gestação, O Quarto do Bebé é um romance autoficcional em forma de diário íntimo. 

Depois da morte de um conhecido psicanalista, a filha, sua única herdeira e professora de literatura brasileira, encontra entre os papéis do espólio o diário de uma paciente. Tem título – Fala Orgânica – e está assinado: Ester do Rio Arco. O que começou por ser uma curiosidade transformou-se numa obsessão e objeto de leitura compulsiva. Neste manuscrito, a filha do psicanalista vai encontrar, não apenas uma forma de conviver com o pai, como também inúmeros pontos de identificação com a sua paciente.

Os temas são os do dia-a-dia do isolamento e da doença, a escrita, o corpo, a mutilação, a relação com a mãe e com as origens, a ligação profunda a uma amiga (figura tutelar e espécie de mãe de Ester) e a perda dela. Em suma, a perda, a infertilidade, maternidade e filiação, nascimento e morte. O arco narrativo começa no que poderia vir a ser um quarto de bebé, mas que nunca albergará uma criança, e acaba na transformação desse quarto num lugar físico e mental de criação, nomeadamente da escrita.

Deste relato emerge um retrato antropológico do país em que os pais estiveram na guerra e as mães escreveram aerogramas, e é exposta a violência que a sociedade patriarcal exerce sobre as mulheres.

Com ecos do universo literário da recentemente nobelizada Annie Ernaux, uma das grandes referências da autora, O Quarto do Bebé é um relato cru e corajoso que revela uma nova e envolvente faceta de Anabela Mota Ribeiro.

 

“Anabela Mota Ribeiro transforma uma experiência abissal em magnífica literatura. A escrita, em forma de rizoma, chama associações e reproduz uma corrente de consciência que é, ao mesmo tempo, uma corrente de sub-consciência. Uma estrutura estelar que permite correr entre pensamento, acção, desejo, actualidade, referências literárias, um mundo.”

Lídia Jorge

 

"O Quarto do Bebé é um grande livro sobre o invisível: o vazio nas nossas casas, peças de mobília inexistentes, pessoas que não nasceram."

Djaimilia Pereira de Almeida

 

"Um prodígio de vigor e poesia. Um livro tremendo que anda pelas profundezas da floresta humana, feminina, literária. Li O Quarto do Bebé paralisada de pasmo e maravilhamento, arrebatada por uma tempestade." 

Hélia Correia

 

Pág. 1/3