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Anabela Mota Ribeiro

Tom Jobim

24.01.22
A conversa sobre a morte não era recorrente. Tom Jobim falava de bichos, música, chopp, papo furado. Falava sobre árvores, que um dia apresentou ao filho como se apresentam pessoas. Sobre o mundo, o Brasil, o Rio, (cidade linda e dissipante, como um dia a descreveu). Mas (...)

Caravaggio

18.01.22
Na pequena enseada que serve a vila portuária de Porto Ercolo, um homem espera um barco. Um barco que nunca chega. Votado a uma solidão abjecta, sucumbe à febre, (malária, crê-se), que o consome desde há muito, e falece sem assistência ou honras fúnebres. (...)

Carolina Maria de Jesus e Nise da Silveira: a arte importa?

18.01.22
9 de Maio, 1958 “Eu cato papel, mas não gosto. Então eu penso: faz de conta que estou sonhando.” Num impulso, adoptei esta frase de Carolina Maria de Jesus para falar convosco sobre o Belo, a utilidade ou inutilidade do Belo. Não está mencionado, mas na minha (...)

Vinicius de Moraes (p/ filha Suzana)

14.01.22
Produziu frases tão extraordinárias quanto: "Amar, porque nada melhor para a saúde que um amor correspondido” ou "Se o amor é fantasia, eu me encontro ultimamente em pleno carnaval”. E outras, menos amorosas: "O uísque é o melhor amigo do homem, ele é o cachorro (...)

50 anos de Bossa Nova

14.01.22
Dezembro de 1966. Chamam ao telefone o senhor Jobim. Não foi bem assim. No Veloso ele era “Seu Tom” e não se apregoavam frases de cafés lisboetas. O negócio era outro. E Arménio, o dono do boteco de esquina, conhecia-o de outros carnavais, de muitas rodas de chope. (...)

Saramago: 20 anos depois do Nobel

13.01.22
Aquela tshirt que diz assim: “Há esperanças que é loucura ter. Pois eu digo-te que se não fossem essas eu já teria desistido da vida”. Que há nesta frase, com fumos quixotescos, além da óbvia exortação à vida? Eu sublinhei a palavra “esperanças”, talvez (...)

Paulo Pacheco (s/ Luiz Pacheco)

05.01.22
A entrevista ao filho do Luiz Pacheco é sobre o Luiz Pacheco. Estão à espera da grande figuraça, das pachecadas? Há disso. Há o tipo que deixa anotado numa tradução de Voltaire “sandes de merda”. Há o tipo que vai visitar os futuros sogros e foge com a irmã da (...)