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Anabela Mota Ribeiro

Maria de Lourdes Modesto (a pretexto de um livro de queijos)

08.06.21
A conversa correu frente ao jardim. Fez-me acreditar que estava a ler um livro antigo. Levou-me até um tempo em que uma mulher separada no Alentejo profundo era estigmatizada. Levou-me até às verdades inconfessadas da natureza feminina – como quando diz que no fundo (...)

Barry Hatton

05.06.21
Em 2011, como somos? Barry Hatton tira-nos as medidas no livro Os Portugueses. “Têm o “desenrascanso”, que é uma coisa magnífica que os gajos da Troika não sabem, e que os analistas lá fora também não sabem. Deviam saber.” Portugal é o país do deixa andar, (...)

A Primavera de Botticelli

19.03.21
Ir a Florença e não ver o Nascimento da Vénus ou a Alegoria da Primavera é como ir a Roma e não ver a capela Sistina (e o Papa). As mulheres angelicais de Botticelli estão em posters desbotados e em porta-chaves, em esculturas manhosas para turistas, vêem-se por toda (...)

As Casas de Pablo Neruda

15.03.21
Quando se fala das casas de Pablo Neruda, fala-se de Isla Negra, La Chascona, da casa de Valparaíso. São casas-barco de onde se vê o mar, porto seguro do poeta chileno. Parecem-se umas às outras e não se parecem às outras casas. Em todas há objectos recolhidos entre (...)

Catarina Furtado e Helena Furtado

07.03.21
A primeira coisa que surpreende é a Catarina Furtado ser sempre a Catarina Furtado. Com a mãe, numa tarde de sol, a recordar o tempo em que foi filha, mantém a fisionomia, a cadência do discurso, o riso que conhecemos da televisão. A gestualidade também é a mesma. A (...)

Miguel Esteves Cardoso e Maria João Pinheiro

13.02.21
O MEC já escreveu que O amor é fodido. Vivia em Lisboa, em sofrimento, à beira de uma síncope. Tinha graça, juventude, hordas de seguidores. Agora está na fase de achar Como é linda a puta da vida (novo livro que colige crónicas dos últimos anos). Este é o tempo (...)

Millôr Fernandes

14.01.21
Tudo se passou em três semanas de Agosto. Primeira dificuldade: encontrar o número certo para falar com Millôr Fernandes. Passo seguinte: deixar recados no gravador ao longo de dez dias. Diários. Sem resposta. O gravador atendia assim: “Fale ou fax”. Num tom de (...)