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Anabela Mota Ribeiro

Coimbra de Matos (s/ Portugal)

05.04.20
Somos inseguros, imaturos, praticantes da transgressão na sombra, além de desorganizados, individualistas, garbosos, disponíveis. Nós, os portugueses, o que esperamos do chefe, do pai, do protector, é que decida por nós, que assuma a responsabilidade por nós, que (...)

José Gameiro

05.04.20
“Que não seja imortal, posto que é chama. Mas que seja infinito enquanto dure”, escreveu Vinicius de Moraes. O gostar, esse grande mistério, que cremos infinito quando somos incendiados, é, como todos sabem, de experiência própria, uma coisa de todos os dias, (...)

João Seabra Diniz

05.04.20
“Porque é que o ser humano, que é um ser racional, faz tantas coisas que não são racionais? A teoria psicanalítica foi a primeira a perceber que há uma parte do homem que não é racional. A irracionalidade faz parte da humanidade. A desumanidade faz parte da (...)

Daniel Sampaio

05.04.20
Do irmão diz: “De forma semelhante ao meu pai, o meu irmão é uma pessoa antes do tempo.” O pai era um homem objectivamente bonito, que encantava pela maneira como estava. Infatigável, com um fio depressivo. Nunca se doutorou. A mãe encharcou dois lenços na (...)

Jaime Milheiro

05.04.20
O Natal é um regresso à infância, ao lugar onde fomos felizes? O Natal é uma suspensão do mundo, à margem do tempo, da agressividade, da sexualidade? O Natal é um suplício e a família é um lugar estranho? O Natal é um território fictício de bons sentimentos, (...)

Patrícia Pascoal

05.04.20
Patrícia Pascoal é sexóloga. Fala de fenómenos como as MILF (mothers I would like to fuck) ou de o sexo anal ser mais do que um jogo de dominação. Da hiper-vigilância em relação ao nosso corpo – “Ai, será que estou a ficar molhada”. Da instantaneidade e (...)

Júlio Machado Vaz

05.04.20
Por fim, pergunto o  que é que o pode fazer viver com leveza. E ele responde coisas arrancadas à vida de todos os dias, tesouros banais: «Cantelães ao entardecer, a família reunida, um sorriso de mulher depois do amor. Mas em geral, viver é para mim um gozo (...)