05.03.26
António Lobo Antunes é o escritor que quer pôr a vida toda num livro, num gesto, numa expressão. Traduz, em livros inclassificáveis, a essência do humano, na sua grandeza e miséria. Nesta entrevista fala-se de generosidade, do medo, da atenção ao outro. Fala-se dos (...)
05.03.26
Ninguém, senão Lobo Antunes, poderia escrever a seguinte frase: um camafeu com crisântemos pintados. Ou: girinos novos e abelhas incompletas a aprenderem a ser. Tem uma voz própria. Aprendeu a ser. Ou, como ele diz: “Ninguém escreve como eu”.
Lobo Antunes c’est (...)
04.03.26
Nasceu em casa, num tempo que já não se respira. Um tempo em que as meninas tinham preceptoras que iam a casa, diariamente, dar a lição. A casa era um palacete, no meio de um jardim grande e bonito, no Porto. Quando aos 18 anos se mudou para Coimbra, sentiu falta do (...)
13.02.26
"A linguagem de O quarto do bebê é muito trabalhada e expressa o tumulto de vozes a que se refere a narradora-leitora. É um delírio pensado, um escrever racionalmente a desrazão. O desfecho é belo e forte. E não poderia faltar a esse quarto o velho e bom (...)
13.02.26
Longtemps, longtemps, longtemps Après que les poètes ont disparu Leurs chansons courent encore dans les rues
Leur âme légère, c'est leurs chansons Qui rendent gais, qui rendent tristes Filles et garçons Bourgeois, artistes Ou vagabonds
Os primeiros versos que cito (...)
12.02.26
Não guardo nem tenho vestígio da primeira palavra que disse. Por estranho que pareça, nunca me lembrei de o perguntar à minha mãe. No instante em que escrevo, surge-me a palavra “choro”. Mas claro que uma criança não começa por dizer choro. Uma criança chora. (...)
12.02.26
O Jardim das Amoreiras é um espaço de encantamento. Podemos seguir as raízes das árvores, mergulhar nas copas frondosas, encontrar Maria Helena Vieira da Silva e Arpad Szenes, mergulhar no imaginário da nossa infância com o pedo-psicanalista João dos Santos, sentir a (...)