19.01.26
"A linguagem de O quarto do bebê é muito trabalhada e expressa o tumulto de vozes a que se refere a narradora-leitora. É um delírio pensado, um escrever racionalmente a desrazão. O desfecho é belo e forte. E não poderia faltar a esse quarto o velho e bom (...)
19.01.26
Casaram em 1969. Mas antes disso tiveram uma vida. E depois de 74 tiveram outra. E antes dessas tiveram vidas paupérrimas, onde crescia a revolta e, estranhamente, havia espaço para a felicidade. Conceição Matos e Domingos Abrantes usam nomes ternos para chamar o outro. (...)
16.01.26
1. “Os meus pais trabalharam na construção civil durante muito tempo. O meu pai trabalhou em pedreiras. A minha mãe em limpezas. Tinham sempre dois trabalhos, pelo menos. A minha mãe, às vezes, tinha três. O nome deste programa, Os Filhos da Madrugada: nós somos os (...)
16.01.26
O meu nome é Anabela Mota Ribeiro, nasci em Trás os Montes em 1971. Esta frase, tão simples, contém apenas alguns elementos de identificação. É o núcleo a partir do qual vou falar convosco sobre pequenos e grandes delírios domésticos. Por doméstico vamos (...)
16.01.26
Não guardo nem tenho vestígio da primeira palavra que disse. Por estranho que pareça, nunca me lembrei de o perguntar à minha mãe. No instante em que escrevo, surge-me a palavra “choro”. Mas claro que uma criança não começa por dizer choro. Uma criança chora. (...)
16.01.26
Isto não é uma entrevista a Manuel João Vieira, isto é uma entrevista aos heterónimos de Manuel João Vieira. O músico, o candidato presidencial, o artista plástico. Uma destas tardes, apareceram todos lá por casa (do Manuel João, em Campo de Ourique). Ele é muitos.
(...)
16.01.26
Leïla Slimani nasceu em Rabat em 1981. Recebeu o prestigiado prémio Goncourt aos 35 anos. Vendeu mais de um milhão de livros no mundo todo. Vive desde há quatro anos em Lisboa.
Há dois meses, convidou-me para apresentar o seu livro no Museu Nacional de Arte Antiga. (...)