30.01.26
"A linguagem de O quarto do bebê é muito trabalhada e expressa o tumulto de vozes a que se refere a narradora-leitora. É um delírio pensado, um escrever racionalmente a desrazão. O desfecho é belo e forte. E não poderia faltar a esse quarto o velho e bom (...)
30.01.26
As pessoas normais não têm nada de especial? Têm. Simone de Beauvoir ficaria escandalizada com o machismo das Caxinas? Talvez. (A resposta não é categórica se olharmos para os seus amores com Jean Paul Sartre.) Que há nas Caxinas, microcosmos ao lado de Vila do (...)
30.01.26
Cenas da vida no bairro Padre Cruz: paredes verde alface, espaço exíguo, um filho que dorme no sofá, uma natureza morta emoldurada. Objectos baratos, vozearia que chega das casas contíguas, vizinhas que vão alegremente de soutien ao quintal. Uma pobreza que não é (...)
30.01.26
Longtemps, longtemps, longtemps Après que les poètes ont disparu Leurs chansons courent encore dans les rues
Leur âme légère, c'est leurs chansons Qui rendent gais, qui rendent tristes Filles et garçons Bourgeois, artistes Ou vagabonds
Os primeiros versos que cito (...)
29.01.26
Leïla Slimani nasceu em Rabat em 1981. Recebeu o prestigiado prémio Goncourt aos 35 anos. Vendeu mais de um milhão de livros no mundo todo. Vive desde há quatro anos em Lisboa.
Há dois meses, convidou-me para apresentar o seu livro no Museu Nacional de Arte Antiga. (...)
29.01.26
O meu nome é Anabela Mota Ribeiro, nasci em Trás os Montes em 1971. Esta frase, tão simples, contém apenas alguns elementos de identificação. É o núcleo a partir do qual vou falar convosco sobre pequenos e grandes delírios domésticos. Por doméstico vamos (...)
29.01.26
1. “Os meus pais trabalharam na construção civil durante muito tempo. O meu pai trabalhou em pedreiras. A minha mãe em limpezas. Tinham sempre dois trabalhos, pelo menos. A minha mãe, às vezes, tinha três. O nome deste programa, Os Filhos da Madrugada: nós somos os (...)